terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Os donos da mídia já se agitam no Congresso

Os donos da mídia no Brasil já dão sinais de preocupação diante da possibilidade da presidenta Dilma Rousseff encaminhar ao Congresso Nacional um projeto de novo marco regulatório das comunicações. Na semana passada, em debate realizado pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, garantiu que a proposta de regulação da mídia "não foi enterrada" pelo Palácio do Planalto, conforme andaram alardeando certos veículos.
Ele relatou que o ex-ministro Franklin Martins deixou um projeto "ainda não acabado" de regulamentação do setor, com base nas resoluções da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), de dezembro de 2009, e nas contribuições do Seminário Internacional sobre Convergências de Mídia, de novembro passado. O esboço já foi encaminhado para estudo de outros órgãos, como a Secom e o Ministério da Cultura, e deverá em breve ser analisado pela presidenta Dilma Rousseff – prometeu o ministro.

A influente "bancada do PIG"
Avessos a qualquer debate democrático sobre regulamentação do setor, os donos da mídia já teriam iniciado suas articulações de bastidores no Congresso Nacional. Segundo matéria publicada na semana passada pela Agência de Notícias da Câmara Federal, "o novo marco regulatório das comunicações já desperta movimentação" em Brasília. A meta inicial da "bancada da radiodifusão" é a de ocupar os postos chaves que discutirão o tema, em especial na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

Segundo levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), a bancada do PIG (Partido da Imprensa Golpista) tem mais de 100 deputados e senadores, entre donos diretos de emissoras de televisão e rádio ou agentes indiretos, como familiares e "laranjas". Mas ela não se reduz a este contingente. Muitos congressistas mantêm estreitas relações com os barões da mídia; e vários outros temem que suas biografias sejam maculadas por reportagens e manchetes denuncistas.

Privilégios e entraves às mudanças
Com essa conformação viciada, a batalha por um novo marco regulatório não encontrará terreno fértil no Congresso Nacional. Até as restrições já previstas em lei – como a que proíbe que membros do Executivo e do Legislativo sejam donos de concessões públicas de rádio e televisão – tendem a ser descartadas. Os parlamentares da "bancada do PIG" querem manter o privilégio de legislar em causa própria no que se refere à concessão e renovação de outorgas da radiodifusão.

É o caso do deputado Arolde de Oliveira (DEM/RJ), dono de uma emissora de rádio, que já anunciou que pretende se reconduzido à Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Em recente entrevista, ele disse que se considera "isento" para discutir as regras do setor, defendeu o "direito" de o parlamentar usufruir de concessões públicas de radiodifusão e manifestou ser contra qualquer regulação mais ampla da mídia, defendendo apenas ajustes decorrentes das inovações tecnológicas.

Outro que pretende integrar a cobiçada comissão é o agora deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG). O grão-tucano sempre teve uma relação privilegiada com os donos da mídia, que evitaram espinafrá-lo no episódio do "mensalão mineiro" – bem diferente do bombardeio deflagrado contra parlamentares petistas. O parlamentar já foi dono de uma rádio em Minas Gerais, mas garante que se desfez da sociedade. Entre outras medidas de interesse dos impérios midiático, Azeredo é autor do projeto de restringe o uso da internet, que já foi batizado de AI-5 Digital numa lembrança ao ato autoritário da ditadura militar.

A urgência da pressão social
Apesar destes entraves, o líder da bancada do PT na Câmara Federal, deputado Paulo Teixeira, garante que a casa não se omitirá no debate sobre o novo marco regulatório. Diplomático, ele afirma que "há uma chiadeira dos proprietários dos conglomerados de comunicação, mas a matéria não pode ser mais adiada... A bancada de radiodifusão é cerca de 1/5 do Congresso, mas resta 4/5, e não quer dizer que este 1/5 seja todo contrário a mudanças, se elas forem boas para o país".

Mas é bom não contar com tanto "patriotismo". Paulo Teixeira sabe que a pressão social será fundamental para garantir o envio do projeto de regulação da mídia e, na sequência, para permitir avanços no Legislativo. Nem um nem outro estão garantidos. Daí a importância da atividade realizada em Fortaleza na última sexta-feira, dia 18. Cerca de mil pessoas se mobilizaram para o debate sobre "mídia, regulação e democracia". Essa voz das ruas é que precisa se manifestar em todo o país e de imediato! (Altamiro Borges)

Entrevista rancorosa de Serra ao Globo irrita tucanos e “demos”

Pegou mal a entrevista que o ex-governador paulista José Serra concedeu ao jornal O Globo. No rancoroso depoimento, publicado nesta segunda-feira (21), o candidato tucano derrotado nas eleições 2010 acusa a presidente Dilma Rousseff de marchar para "um estelionato eleitoral".
Na base aliada a Dilma, o lengalenga serrista foi motivo de ironia e chacota. "O fracasso lhe subiu à cabeça", disparou no Twitter o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra. "Quem entende bem de estelionato é o Serra, que assinou um documento em cartório prometendo cumprir seu segundo mandato de prefeito até o final", agregou o senador Lindberg Farias (PT-RJ).

Mas o efeito colateral mais desastroso da entrevista se deu entre supostos aliados de Serra. Embora o líder do PSDB no Senado, Álvaro Dias (PR), tenha declarado concordância com a subida do tom do discurso do companheiro contra o governo, a postura assumida por Serra incomodou não só uma parte dos tucanos como também lideranças do DEM.

Há quem tenha percebido nas entrelinhas da entrevista do ex-governador muito mais que uma simples sinalização de que ele pretende se manter na vida pública. A impressão de alguns deles é que Serra não só trabalha para viabilizar uma nova candidatura à Presidência em 2014 como para impedir a possibilidade de o senador Aécio Neves (PSDB-MG) entrar na disputa.

"Ouvi na semana passada de um deputado tucano que a ausência de Serra do cenário nacional ajuda a arejar o partido e diminui o clima de tensão e medo que prevaleceu nos últimos anos em razão de sua influência no comando do PSDB", confidenciou um líder da oposição, preferindo não ser identificado. (Vermelho)

Dilma pede que governadores do Nordeste amadureçam debate sobre imposto para saúde

A recriação de um imposto para financiar a saúde, nos moldes da extinta Contribuição Provisória sobre Movimentações Financeiras (CPMF) foi pauta da conversa reservada dos governadores do Nordeste com a presidenta Dilma Rousseff. De acordo com o governador de Sergipe, Marcelo Déda, Dilma pediu mais discussão sobre o assunto.

Hoje (21), durante o 12º Fórum dos Governadores do Nordeste, no município de Barra dos Coqueiros (SE), próximo a Aracaju, alguns governadores chegaram a defender a criação imediata de um imposto. Houve também quem se limitou a defender a aprovação da emenda 29, que estabelece um percentual para de investimentos em saúde por parte da União.

Diante da divergência, Dilma indicou um amadurecimento maior da questão. "Ela sugeriu abrir uma discussão mais aprofundada sobre essa questão", disse Déda.

O governador informou ainda que Dilma identificou três pontos que precisam ser definidos. Um deles é o percentual de investimento, sugerindo inclusive uma comparação com outros países com um grau de desenvolvimento semelhante ao do Brasil. Além do volume de recurso, outro ponto citado por Déda é sobre gestão. Dilma ainda falou sobre a necessidade investimentos em atenção básica.

"Ela disse que há muita reclamação em relação ao atendimento básico e investimentos nessa área serviriam até para desafogar a demanda nos serviços especializados", comentou o governador.

Após o encontro com Dilma, os nove governadores do Nordeste e o governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, se mostraram satisfeitos diante da garantia dada por Dilma de que os cortes no Orçamento de 2011 não atingirão projetos sociais, de infraestrutura e os destinados à Copa do Mundo de 2014.

"Ficamos felizes porque a presidenta Dilma nos deu a garantia de que o corte no Orçamento não será igual àquele promovido há oito anos. Ela deixou mais claro que desenvolvimento do Nordeste é estratégico para o desenvolvimento do Brasil e não pode ser interrompido e nem posto cheque. Ela nos garantiu que os cortes levarão em conta as prioridades sociais, os investimentos em infraestrutura e as obras para as cidades que sediarão a Copa", disse Déda.(AB)

Dirigentes minimizam criação de novo partido

O contexto se une à perspectiva de criação do Partido Democrático Brasileiro (PDB), com fusão do PSB pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Ontem, a presidente do PSB na Bahia, senadora Lídice da Mata, confirmou a previsão ao dizer que "existe uma discussão sobre mecanismos que possam criar um novo cenário partidário".
Com críticas à lei de fidelidade partidária, Lídice não descartou a formalização de uma nova corrente no Brasil. Segundo ela, "essa lei leva-se obrigatoriamente a se criar novos cenários". "Se você casa com uma pessoa, depois não dá mais certo e você se separa, por que o mesmo não pode acontecer em um partido?", questiona, justificando a essência do novo partido.
No entanto, dirigentes de outras legendas que estariam em risco de sofrer penas, conforme este jornal anunciou, preferiram minimizar o discurso. "Nossa preocupação é zero com esse assunto, que até agora só vimos nos noticiários.
Além disso, o Congresso está preparando uma reforma política , portanto dar um passo antes desse processo seria um assodamento. Sem falar que estamos muito unidos, conscientes e satisfeitos com o nosso partido", respondeu o secretário geral do PP, Jabes Ribeiro.
Já o presidente do PDT, Alexandre Brust, disse que tal possibilidade não traz intimidação. "Pelo contrário, se for aberta uma janela no Congresso, terá é muita gente vindo pra cá. Desconheço quem esteja querendo sair do PDT", afirmou. O deputado federal Lúcio Vieira Lima, que comanda o PMDB, também não se impactou com a notícia.
"Faz parte de uma arrumação para que alguns grupos cheguem ao governo e uma maneira de burlar a legislação que penaliza quem sai do partido". Dirigente dos tucanos na Bahia, o deputado federal Antonio Imbassahy disse que a criação da sigla não deve atingir muito o cenário baiano.
Ícone dos democratas, o deputado federal ACM Neto fez questão de frisar que ainda é cedo para se falar de algo que "não se tem uma proposta concreta na mesa". Entretanto, considerou que existe uma movimentação natural nos bastidores. (Lilian Machado - TB)
Conforme antecipado pela Tribuna da Bahia, a forte tendência de criação de um novo partido no Brasil, com grande representatividade no Estado, e a possibilidade de a legenda na Bahia ter no comando nada menos que o vice-governador Otto Alencar, atualmente filiado ao PP, vem dando o que falar nos bastidores do meio político baiano.

Dilma garante recursos para o Nordeste

Em seu mais longo discurso desde que tomou posse, com 47 minutos de duração, a presidente Dilma Rousseff buscou tranquilizar os governadores do Nordeste reunidos para um fórum regional em Sergipe e negou que o corte de R$ 50 bilhões no Orçamento anunciado pelo governo afetará investimentos na região.
"O nosso corte de R$ 50 bilhões vai preservar os investimentos. Nós estamos sim fazendo uma adequação fiscal, mas não é igual ao que aconteceu em 2003, quando nós tínhamos uma inflação acima do controle", disse a presidente. Dilma afirmou ainda que estão livres da tesourada o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), o programa Minha Casa, Minha Vida, os investimentos relacionados à Copa do Mundo, além do Programa Emergencial de Financiamento, do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento).
A presidente avaliou também que os investimentos serão imprescindíveis para a erradicação da pobreza no Brasil - uma das prioridades do seu governo. Ela anunciou que o governo federal vai começar a preparar o programa da erradicação da miséria a partir de março, e pediu ajuda aos governadores para a elaboração de medidas. Nos próximos quatro anos, de acordo com a presidente, o Nordeste receberá aproximadamente R$ 120 bilhões para combater a pobreza.
À tarde, na segunda etapa da programação, o governador Jaques Wagner conduziu os debates e destacou as ações de seu governo nas áreas da educação e do abastecimento de água e defendeu a agricultura familiar. Nesse sentido, o petista sugeriu atuação conjunta do Ministério da Integração Nacional, através da Sudene, do Banco do Nordeste e do Sebrae para incrementar o setor e ampliar a produção de alimentos.
Wagner aproveitou a oportunidade para pedir mais recursos da União para que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) incentive os agricultores familiares comprando os alimentos produzidos por eles. No entendimento do governador baiano, a ação apoia os produtores na qualificação do trabalho.
No âmbito da educação profissionalizante, Wagner defendeu a necessidade de priorizar a educação e o desenvolvimento tecnológico, como forma de "potencializar" a pequena agricultura com tecnologia e equipamentos modernos. Ele destacou o aumento no número das matrículas na rede estadual de ensino, que saltou de quatro mil para 40 mil, em todos os territórios de identidade.
O chefe do Executivo baiano parabenizou a presidente Dilma pelos investimentos em curso nas grandes obras para aumentar a oferta de água, a exemplo de integração de bacias e os grandes açudes. O governador ressaltou os resultados do Programa Água Para Todos, da sua gestão.

Gestores pedem novo imposto

Tema polêmico dentro do governo e evitado durante a campanha eleitoral, a recriação de um imposto nos moldes da extinta CPMF tem o apoio declarado da maioria dos governadores do Nordeste, inclusive da oposição. Logo após sua eleição, a presidente Dilma Rousseff admitiu discutir com os governadores a volta de um imposto para financiar a saúde.
Na chegada ao resort onde foi realizado o 12º Fórum de Governadores do Nordeste, no município de Barra do Coqueiro, vizinho a Aracaju, os representantes dos Estados da região se manifestaram favoravelmente à criação de um novo imposto cujos recursos sejam voltados exclusivamente à saúde. Entre os apoiadores estavam Jaques Wagner (PT), Cid Gomes (PSB-CE), Ricardo Coutinho (PSB-PB) e Wilson Martins (PSB-PI).
"Acho que os governadores podem ajudar nisso [na aprovação de um novo imposto para a saúde]", afirmou Cid Gomes, quando questionado se o apoio de governadores à criação de um novo imposto se traduziria em apoio da bancada de seus respectivos partidos no Congresso.
Em 2007, a CPMF, sustentada via medida provisória, foi derrubada pela oposição, com apoio de aliados do governo. Até mesmo Teotônio Vilela (PSDB), governador de Alagoas, falou sobre graves problemas na área da saúde em seus estados e defendeu uma nova forma de financiamento da saúde.
O também tucano Antonio Anastasia, governador de Minas Gerais, único representante de fora do Nordeste convidado para o encontro, também defendeu um imposto para a saúde, mas com a ressalva de que o assunto fosse tratado dentro de uma discussão mais ampla sobre reforma tributária. Segundo ele, se um novo imposto fosse apresentado agora pelo governo, fora do contexto de uma reforma tributária, a proposta não teria seu apoio nem do PSDB.
"Temos um debate para fazer no Brasil muito sério sobre a questão da saúde. Aqui no Nordeste, 90% da população depende do SUS. Nós devemos ter como primeiro passo um esforço de melhoria da qualidade das despesas da Saúde.
Como segundo passo, a aprovação da Emenda 29, e o terceiro passo que o SUS premie quem está investindo em saúde e não quem está encolhendo seus investimentos em saúde", disse o governador Eduardo Campos. Os gestores também pediram a Dilma Rousseff mais investimentos da União também na área de infraestrutura.(Romulo Faro - TB)

Sucessão da Prefeitura de salvador começou

As especulações e as apostas para a sucessão do prefeito João Henrique não param de crescer e, ontem, o anúncio de sua afiliação nos quadros do Partido Progressista (PP) pôs mais lenha na fogueira. Afinal, o fato põe em prática, pressupõe-se, a informação da coluna Raio Laser, da Tribuna de ontem, de que o alcaide não vai deixar por menos e vai exercer sua influência para tentar emplacar um sucessor.
Apenas no último fiml de semana, além de João, mais três nomes considerados de peso manifestaram, ainda que nas entrelinhas, o desejo de disputar a chefia do Thomé de Souza. O senador Walter Pinheiro (PT) tem conversado com outros caciques petistas. Ele teria revelado que vai começar a avaliar o que fará em 2012. Além dele, o PT cogita ainda os deputados federais Nelson Pelegrino e Valmir Assunção. Pelegrino já declarou ter o desejo de administrar Salvador.
O parlamentar já participou do pleito duas vezes, mas não teve sucesso. Em 2008, porém, o PT decidiu lançar o então deputado federal e hoje senador, Walter Pinheiro. Além dos quadros citados, o clima começa a incendiar com as especulações em torno do nome da primeira-dama do Estado, Fátima Mendonça.
Outro figurão que não consegue esconder a vontade de sentar na cadeira ocupada hoje por João Henrique é o deputado federal e líder do DEM na Câmara, ACM Neto. Ele disse que a meta agora é conseguir cargos majoritários, o que poderá se dar em 2012, e/ou em 2014, na sucessão do governador Jaques Wagner (PT). Mas a lista dos pretensos e dos especulados não para por aí. Circulam na seara das possibilidades e das apostas nomes como o do vice-prefeito Edvaldo Brito (PTB). O professor não esconde a possibilidade e demonstra entusiasmo sobre o assunto.
O ex-ministro da Integração Nacional e ex-deputado federal Geddel Vieira Lima (PMDB), embora reafirme que sua grande aposta é disputar o governo do Estado em 2014, não descarta entrar na disputa. O PMDB, conforme o presidente da legenda na Bahia, deputado federal Lúcio Vieira Lima, dispõe ainda de dois nomes no páreo: o ex-presidente da Câmara Municipal, hoje deputado estadual, Alan Sanches; e o ex-secretário municipal de Serviços Públicos Fábio Mota.
Até então, surgem ainda os nomes dos deputados federais Marcos Medrado (PDT); Daniel Almeida e Alice Portugal, do PCdoB, e do bispo Márcio Marinho (PRB); da vereadora Andrea Mendonça (DEM) e do deputado estadual Deraldo Damasceno. O ex-deputado José Carlos Aleluia é a grande aposta do DEM. (TB)

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Política

Senadores do PDT votam com governo, mas rechaçam ameaças a Lupi

Em reunião do PDT, os quatros senadores da que compõem a bancada pedetista na Casa Alta, decidiram que vão votar na proposta do Governo de reajuste do salário mínimo de R$ 545,00. Pois eles acham que assim o Governo poderá ajustar a máquina pública e melhorar as condições as políticas sociais no país poderão de fato contribuir com o povo brasileiro. Porém os senadores avisam que caso haja algum tipo de retaliação com o Ministro Carlos Lupi, necessariamente haverá sim rebelião da bancada pedetista, pois os mesmos entendem que pelo fato de alguns deputados do partido não terem votado na proposta de reajuste aprovada na semana passada na Câmara dos Deputados, não se pode demitir o Ministro, pois em uma democracia algumas não concordam com tudo o que Governo coloca, pois não vivemos numa ditadura.


Governo promoverá programa de incentivo à fomação de técnicos

O Programa Nacional de Acesso à Escola Técnica (Pronatec) está pronto, e sobre a mesa da presidente Dilma Rousseff, à espera de aprovação, que deverá sair até o fim de março. A nova política educacional terá cinco grandes eixos, centrados na expansão física da rede de escolas profissionalizantes e da oferta de vagas nos sistemas público e particular. Entre as novidades estão a criação de nova linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), para expansão e modernização das escolas das entidades do Sistema S; oferta de financiamento com juro subsidiado pelo governo federal para empresas qualificarem seus empregados; a vinculação do pagamento do seguro-desemprego com matrículas em curso técnico; e a expansão das redes federal e estaduais de ensino médio profissionalizante, custeada pelo Ministério da Educação (MEC). Pronatec prevê isenção fiscal para escolas técnicas particulares que ofereçam bolsas de estudo para estudantes do ensino médio público, medida já antecipada pelo governo e similar ao Programa Universidades para Todos (Prouni).


 João Henrique se filia ao PP
Em reunião, no Palácio Thomé de Souza, o prefeito João Henrique foi para ingresso no Partido Progressista (PP). O convite foi aceito e o prefeito ingressará no PP no dia 12 de março. Estiveram presentes no encontro o ministro das Cidades, Mário Negromonte, o deputado federal João Leão, os deputados estaduais Mário Júnior e Cacá Leão e o secretário regional do PP, Jabes Ribeiro. O governador da Bahia tem ciência desta filiação e está contente”, afirmou o ministro Negromonte. “É muito importante o entrosamento das três esferas governamentais para as obras necessárias para a Copa do Mundo. Além disso, é uma honra me filiar ao PP, que tem experiências exitosas de administrações municipais”, frisou JH. Na Bahia, o PP conta com 50 prefeitos e em nível nacional com 44 deputados federais e 5 senadores.


Projeto condiciona aumento para parlamentares a referendo popular
A Câmara analisa o Projeto de Lei 55/11, da deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que institui referendo popular para a fixação dos subsídios do presidente da República, dos deputados e senadores. Caso seja aprovado, os atos legislativos que definirem os vencimentos do presidente da República e dos parlamentares somente entrarão em vigor se forem aprovados pela sociedade.

Erundina argumenta que os agentes políticos eleitos pelo povo não têm legitimidade para fixar, sem o consentimento do povo que os elegeu, o montante dos subsídios a que fazem jus pelo exercício da atividade pública. "Nós não podemos deliberar no nosso próprio interesse, contrariando o interesse público. Nós somos servidores públicos, representantes do povo. Quem deve decidir sobre os honorários dos representantes do povo é o próprio povo", afirma.

Genaldo de Melo

POLÍTICA EM MOVIMENTO

Parece crucificação

Essa semana lendo colunistas e outros formadores de opinião, chegamos a conclusão que existe uma espécie de paranoia na cabeça de alguns. Lula não é mais presidente, mais parece que incomoda de um modo tão absurdo, a ponto de não deixaram de lhe bater. Ora que batam em Dilma, ela que é atual presidente e não o operário que se fez Presidente da República, ganhando duas eleições seguidas para chamados intelectuais,  que não resolveram os problemas da nossa nação. Ela provou essa semana que sabe não somente se defender, mas também resolver. Essas fofocas e esses comentários, até maldosos, não estão acabando com o ex-presidente, do contrário, estão é fortalecendo a imagem de um nordestino que no auge de falta de diplomas, foi superior aos conservadores da Republica Brasileira, em muitos aspectos políticos e administrativos. Parece que Lula, o palanqueiro como muitos disseram, está fazendo é muita falta, pois o mesmo é notícia, não tem jeito.

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Totalitarismo do regimento Interno do Senado

Na última quinta-feira num claro ato de indignação o novo senador de Minas Gerais, Itamar Franco (PPS), disse em alto e bom som na tribuna do Senado que "os marechais de ferro do Senado", dirigentes dos maiores partidos da Casa, decidem sozinhos as regras que todos são obrigados a acatar, numa clara afronta à democracia”. Segundo ele as decisões naquela casa são tomadas por poucos líderes que se acham donos daquele poder, não deixando oportunidade para que os novatos e aqueles que são considerados do baixo clero possam representar seus estados, bem como participar de quaisquer comissões decisória da casa. Uma pena para um ex-presidente, que conhece as regras do poder, e que fazia a mesma coisa quando decidia os rumos dos interesses do povo. Parece que anda caduco ou muito inteligente para ser oposição num partido sem expressão no Brasil hoje.

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Novo partido em incubadora

A iniciativa de alguns políticos de renome nacional de criarem um novo partido político no Brasil, tem mexido com a cabeça de diversas personalidades do mundo político na Bahia. O fato interessa a muita gente que faz parte de legendas coordenadas principalmente por “coronéis”, que não largam o osso, e que em função da Lei de Fidelidade Partidária chegam até a chantagem. Alguns têm reclamado da pressão e do sufoco que recebem dos dirigentes que coordenam com mãos de ferro as legendas. O vice-governador que se cogita nos bastidores, poderá dirigir esse novo processo, e poderá trazer consigo tantas lideranças politicas insatisfeitas com suas legendas, que pode se colocar como nome no processo sucessório de 2014. O homem é forte e Wagner inteligente como somente ele, trouxe para perto de si. Quem morreu foi o Carlismo, e política não é coisa de fracos ou de coronéis. Abram os olhos...

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Dilma em Aracaju


Em Aracaju no Encontro de governadores (21/02), coordenado pelo competente Marcelo Deda (PT), os presentes querem garantir junto à DILMA que o corte de R$ 50 bilhões no orçamento não afete os investimentos em infraestrutura do Governo Federal na região. No evento que será o primeiro de DILMA no Nordeste, como presidenta, numa região que lhe deu absolutos 18,4 milhões de votos, ela deverá assumir compromissos com os nordestinos. Segundo Deda, Governador de Sergipe, “é importante a preservação de projetos de infraestrutura, como a ferrovia transnordestina, modernização de rodovias e interiorização de universidades federais”. Outra questão que será discutida no evento é a criação da Contribuição Social para a saúde (CSS), conhecida com a “nova CPMF”, que prevê a cobrança permanente de uma alíquota sobre as movimentações financeiras. DILMA deverá atender aos pleitos dos nordestinos, porque além do Nordeste ter sido coerente com o projeto iniciado por LULA, lhe encheu de votos em outubro do ano passado.

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Greve da construção civil em Feira de Santana

A semana passada pegou fogo em Feira de Santana. Os funcionários da construção civil deflagraram greve geral e paralisaram os principais canteiros de obras na cidade. O Sindicato da Construção Civil assumiu a vanguarda do movimento e os empresários do setor utilizaram a mídia local para bombardear e acusar de vagabundos os grevistas, que lutam por melhores salários, num setor em que muita pouca gente está ficando rica, pois o Programa “Minha Casa, Minha Vida”, revolucionou a construção civil na cidade.

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Presidente da CTB-Bahia visita Feira de Santana

O presidente estadual da Central dos Trabalhadores/as do Brasil, seção baiana (CTB-BA), Adilson Araújo, esteve na ultima sexta-feira (18/02) em Feira de Santana. Adilson chamou as organizações sindicais e partidos políticos progressistas para ajudar a construírem um projeto para Feira. Segundo o presidente da CTB, não se pode compreender o segundo maior colégio eleitoral da Bahia, sem projeto, e em função de interesses familiares. “A CTB e seu conjunto tem capacidade de apresentar nomes capazes de ajudar não somente a luta sindical, as lutas dos trabalhadores/as, mas também construir processos capazes de ajudar crescer Feira, e melhorar a qualidade de vida do povo”, falou Adilson.  

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FETAG-BA consolidando-se na região de Feira de Santana


Na ultima semana os responsáveis pela condução da FETAG-BA, nos 34 municípios que compõem a Delegacia Sindical de Feira de Santana, Recôncavo e Litoral Norte, Renilda Santos, Rozete Evangelista e Edifrâncio Oliveira, estiveram em vários municípios fazendo o trabalho de acompanhamento das instituições sindicais. Muritiba, São Félix, Maragogipe e Governador Mangabeira foram os principais focos do trabalho da semana. “A região está organizada para lutar pelos interesses dos trabalhadores/as rurais e quem quiser entender o contrário vai se complicar, pois os trabalhadores/as rurais são mais organizados que qualquer outra categoria”, falou Rozete para o Blog http://genaldo33blogspot.com.

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João Henrique: inteligente ou menino maluquinho

Nunca vimos um político em tanta exposição na mídia baiana, como João Henrique, prefeito de Salvador. Incomoda uns e trás para perto de si interesses de outros. Todo mundo que se aproximou do homem acabou perdendo espaço na política por si mesmo.  Os métodos do filho de João Durval, somente podem ser compreendidos pelos estudiosos da ciência política. Mas ele está exposto todos os dias na grande mídia baiana. Não sei se ele tem que ser chamado menino maluquinho, por quem por falta de inteligência foi derrotado nas urnas. Principalmente porque o sujeito é complicado para uns, mas inteligente para outros, e não é mais candidato a nada em 2012, mas pode fazer “calo de sangue”, no cenário. Uma coisa é certa, Salvador precisa de atenção, pois temos 2014 e a esperança de sermos campeão do futebol mundial de novo.

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Novos do Poder com salários acima da média

A indicação de políticos derrotados nas urnas e aposentados de seus mandatos para cargos de destaque em empresas estatais vai criar uma nova classe de supersalários no funcionalismo público de Brasília. Futuros ocupantes de cargos de destaque em bancos públicos desfrutarão de benefícios astronômicos.
Dois casos chamam atenção dentro da Caixa Econômica Federal (CEF): o do ex-deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e o do ex-governador da Paraíba José Maranhão (PMDB). Estão em jogo duas vice-presidências. A de Crédito à Pessoa Jurídica deverá ficar nas mãos do político baiano, enquanto a de Loterias tem o paraibano como nome mais cotado.
Se a presidente Dilma Rousseff confirmar a indicação de ambos, cada um receberá um salário de R$ 28,75 mil na CEF mais participação nos lucros e resultados do banco. Esse vencimento se somará à aposentadoria que ambos recebem por tempo de contribuição como parlamentar e como governador.

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PCdoB não aceita cargo oferecido por Kassab

O PCdoB nacional em reunião no Comitê Central não aceitou a proposta de Kassab, prefeito de São Paulo, para assumir cargo em estrutura que será criada para construir os processos da próxima Copa do Mundo no Brasil. Segundo o Renato Rabelo, presidente do Partido, para assumir isso é necessário primeiro que Kassab defina qual será seu futuro partido, pois no DEM fica difícil. O DEM para os comunistas é o pior que existe na política brasileira.

Genaldo de Melo

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Crack: um flagelo social

Uma onda devastadora está consumindo os sonhos da juventude em Feira de Santana. Um verdadeiro flagelo social, como uma peste, está matando e adoecendo parte da população local, que pode ser considerada o futuro de nossa sociedade. E não é só isso! Essa doença social está enclausurando-se em todas as camadas sociais, independente de sua idade, de sua cor, e de sua condição cultural e econômica. É preciso fazer de maneira urgente alguma coisa contra esse monstro chamado crack. É preciso fazer uma guerra contra esse demônio social em nome do futuro de nossos filhos.
Minha preocupação em relação a esse flagelo está baseada no que estou vendo no cotidiano da cidade, observando a vida das ruas e dos bairros de Feira de Santana. Jovens considerados de bem usam somente uma vez essa droga, e consomem o resto de suas vidas que poderiam traduzir-se em futuro brilhante, na violência urbana para conseguir continuar consumindo essa peste. Pais de família também estão entrando nesse underground miserável, e abandonam suas famílias, e os exemplos não são poucos.
O crack mudou o cenário da drogadição na cidade. Quem usa ele transforma-se naturalmente em zumbis, e em alguns casos não se pode nem comparar a animais, mas a monstros.
O Estado precisa aliar-se a Sociedade Civil e seus tentáculos e a Sociedade Civil através de seus Aparelhos Privados de Hegemonia aliar-se ao Estado pra combater esse flagelo social. Somente repressão não resolve, porque o crack não um vício comum como o cigarro e a cachaça. O crack é uma doença! E como epidemia precisa de combate. O meu apelo é que todos pensem juntos (urgente), pois temos todos os filhos e filhas que vivem no seio da sociedade e podem ser influenciados em qualquer local ou eventos festivos por essa doença contagiosa, que corroe as famílias.
Chamemos, pois o Estado, as igrejas, as instituições da Sociedade Civil e aos líderes comunitários, precisamos juntos pensar em soluções inovadoras e ocupacionais para essa geração nossa, porque se não fizermos nada, daqui a pouco uma grande parcela de nossa juventude tornar-se-á zumbis e outros monstros, controlados por uma pequena minoria de traficantes safados que não enxergam nosso futuro, bem como não valorizam a vida humana.
Genaldo de Melo

EXCLUSIVO: Governo e oposição fecham acordo sobre comissões na Assembleia

As bancadas do governo, da oposição e independente fecharam acordo sobre as comissões na Assembleia. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), conforme já havia sido anunciado, será presidida pelo deputado Paulo Rangel (PT). A Comissão de Saúde será presidida pelo deputado José de Arimatéia (PRB), indicado pela bancada PSL/PRB. Para a Infraestrutura, a indicação é da deputada Ângela Souza (PSC), representando os independentes. Na Comissão de Finanças, o indicado é o deputado Luiz Augusto (PP). Já o bloco oposicionista indicou os deputados Timóteo Brito (PMDB) para Agricultura, Adolfo Viana Neto (PSDB) para Meio Ambiente e Adolfo Menezes (PRP) para Segurança Pública. Falta ainda decidir quem presidirá as comissões da Mulher e de Defesa do Consumidor. Em conversa com o Política Livre, o líder do governo, deputado Zé Neto (PT) afirmou que as negociações para as comissões “estão caminhando bem”. Para ele, a questão estará fechada até a próxima terça-feira, quando poderão ser instaladas. “Há um clima de muito consenso na Casa. Tanto a minoria quanto os independentes têm colaborado com o diálogo”, declarou o petista. (Thiago Ferreira-PL)

Daniel Almeida nega atrito com Pelegrino por causa de coordenação da bancada

O deputado federal Daniel Almeida (PCdoB) esclarece que não houve nenhum desentendimento entre ele e o também deputado Nelson Pelegrino (PT) durante o processo de escolha do coordenador da bancada baiana no Congresso Nacional. O parlamentar disse que em nenhum momento colocou sua candidatura para concorrer à coordenação da bancada. “Meu nome foi cogitado, muita gente lembrou de mim e isto me honra muito, mas na reunião final nosso nome não foi colocado. Todos aprovamos, por unanimidade, o nome de Pelegrino”, ressaltou Daniel. Para o deputado, que também é presidente estadual do PCdoB, relacionar isso com a eleição para a Prefeitura de Salvador não tem absolutamente nada a ver. “Uma coisa é a discussão e a deliberação sobre a coordenação da bancada, outra coisa é o projeto político de cada partido para Salvador. Sobre este aspecto, o PCdoB tem todo direito, como qualquer partido, de discutir candidaturas e vai fazer isso no momento oportuno. Os nomes que estão sendo cogitados são assuntos internos do PCdoB e não têm nada a ver com a deliberação que aconteceu em relação à bancada”, concluiu Daniel.(PL)

Carlos Lupi: ‘Estou sempre preparado pra ir embora’

Agência Brasil
Ministro do Trabalho, Carlos Lupi
Mandachuva do partido governista mais infiel ao governo, o ministro Carlos Lupi (Trabalho) simulou desapego pela cadeira que ocupa. De passagem por são Paulo, Lupi foi inquirido sobre a hesitação de sua bancada na votação do salário mínimo de R$ 545. Declarou: “Meu cargo é de confiança. Disse isso à presidente há algum tempo. Sabe o que eu tenho em Brasília? Duas malas e roupa. Estou sempre preparado pra ir embora”. Há 48 horas, Lupi tremia nos sapatos. Fustigado por Dilma Rousseff, mexeu-se. Numa bancada de 27 deputados, conseguiu salvar 16 votos pró-governo. É pouco, ouve-se no Planalto. O suficiente, contudo, para afastar o pescoço de Lupi da lâmina. O partido do ministro apressou-se em levar à sua página na web notícia que trazia declaração tranqulizadora do ministro petê Luiz Sérgio. Coordenador político da Presidência, Luiz Sérgio disse que a cabeça de Lupi “nunca esteve a prêmio”. Como que convencido de que não terá de fazer as “duas malas”, Lupi agora soa como general que reposiciona a tropa: “A votação já aconteceu e o governo venceu. O salário mínimo está fixado em R$ 545 e agora temos que nos preparar para a batalha no Senado”. (Blog do Josias)

PT exige 'reciprocidade' e diz que derrubará emendas ao salário mínimo

Brasília - O Partido dos Trabalhadores vai exigir a reciprocidade dos senadores da bancada na hora da votação do salário mínimo no Senado. Segundo o líder do partido na Casa, senador Humberto Costa (PT-PE), emendas como a anunciada nesta quinta (17) pelo senado Paulo Paim (PT-RS) serão derrubadas.

“Nós vamos apelar fortemente para derrubar todas as emendas de senadores da base. As que forem apresentadas nós vamos procurar rejeitar. Vou fazer de tudo para que o projeto não precise voltar para a Câmara dos Deputados”, disse.

Costa afirmou ainda que vai procurar o senador Paulo Paim para tentar convencê-lo a não apresentar a emenda que propõe uma antecipação de R$ 15 do reajuste no salário mínimo previsto para 2012.

De acordo com o líder, os senadores do PT têm sido prestigiados pela presidenta Dilma Rousseff e Paim, inclusive, foi escolhido pelo partido para presidir a Comissão de Direitos Humanos do Senado. Agora, na opinião do líder, é hora do senador responder com reciprocidade.

“Dentro do partido nós temos trabalhado para ter um amplo reconhecimento dos senadores que compõem a nossa bancada. O senador Paim não é exceção. Agora, o ônus e o bônus são iguais para todos os senadores do PT. Se alguém sofre um ônus com isso, todos sofrem também”, disse Costa sobre a votação no valor de R$ 545 para o mínimo.

Apesar disso, ele evitou falar em retaliação aos integrantes do partido que votarem contra a proposta do governo. Segundo Costa, se fosse esse o caso, o PT teria deixado o anúncio dos indicados para presidir as comissões após a votação.

Ele também negou que exista a possibilidade de haver algum tipo de troca pelo valor do salário mínimo. Paim chegou a dizer que recuaria da emenda se o governo aceitasse discutir o fim do fator previdenciário.

“Eu acredito que não seria um bom procedimento estabelecermos condicionantes. Foi assim que o governo agiu na Câmara dos Deputados e obtivemos sucesso no resultado. Acredito que no Senado não vai ser diferente, e a bancada vai votar fechada”, afirmou.

O líder do PT disse ainda que propôs à oposição que um integrante da equipe econômica comparecesse ao Senado para dar as explicações necessárias sobre o valor defendido pelo governo. Apesar disso, segundo ele, os oposicionistas não consideraram a visita necessária. (VoteBrasil)

PR pune Sandro Mabel por desobediência

A Executiva Nacional do PR decidiu, por unanimidade, punir o deputado Sandro Mabel (GO) com a dissolução do escritório do partido em Goiás.

Com a medida, a direção local passa provisoriamente para o comando nacional do partido e Mabel fica impedido de assumir funções de delegação partidária na Câmara dos Deputados. Depois de notificado, o parlamentar pode recorrer em 48 horas.

As medidas foram propostas pelo Conselho de Ética da legenda do partido, depois que Mabel se rebelou e decidiu se candidatar à presidência da Câmara dos Deputados, mesmo contra a vontade da legenda, que apoiou a candidatura do petista Marco Maia.

O processo ainda não foi concluído e outras medidas contra o parlamentar podem ser tomadas, de acordo com o relatório final do Conselho de Ética.

Comando dos “demos” fecha acordo pró-Agripino e rifa Kassab

A cúpula do Democratas (DEM) fechou nesta quarta-feira (16) um acordo com a ala dissidente em torno do lançamento de candidatura única do senador José Agripino Maia (RN) para presidir o partido a partir de março. Para contemplar o grupo do partido que está insatisfeito com os rumos do DEM, a direção da legenda abriu espaços na chapa para atender a oposição interna. A negociação, porém, excluiu o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

O atual comando do DEM acha impossível manter Kassab filiado, devido à sua insatisfação pública com o partido e pela disposição de achar uma legenda para concorrer ao governo de São Paulo em 2014. No meio político, a migração de Kassab para o PMDB é descartada e a probabilidade mais plausível seria a filiação do ex-prefeito ao PSB.

Pelo acordo selado ontem no DEM, o ex-senador Marco Maciel (PE) não lançará sua candidatura ao comando do partido, permitindo a eleição consensual de Agripino. Em compensação, vagas estratégicas na Comissão Executiva Nacional do DEM ficarão com o grupo rebelde.

Assim, o ex-deputado Índio da Costa (RJ), que foi vice na chapa de José Serra (PSDB) à Presidência, será vice-presidente de infraestrutura e cidades. O deputado paulista Guilherme Campos, ligado ao prefeito Kassab, também estará na Executiva, que terá, em sua maioria, integrantes ligados ao atual presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ).

Marco Maciel assume a presidência do Conselho Político, que era comandado por Kassab. Questionado se Kassab teria representantes na Executiva, Rodrigo Maia retrucou: “São Paulo está representado pelo deputado Guilherme Campos”. Patrocinador do fortalecimento do grupo ligado a Maia, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) terá também representação na futura executiva, já que a secretaria geral do partido será entregue ao deputado Marcos Montes (DEM-MG), seu aliado.

Feito o acordo, Agripino ligou para o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, da ala insatisfeita, propondo uma reunião para garantir sua permanência na legenda. “Divergências existem em todos os partidos políticos, mas o que prevaleceu foi a unidade e a perspectiva de futuro do DEM”, disse Agripino. “Todos saem vitoriosos, todos saem representados. O acordo vai garantir a unidade do partido”, emendou Rodrigo Maia.

Vermelho, com informações do O Estado de S.Paulo

CNBB evita discutir aborto em primeiro encontro com Dilma

No primeiro encontro com a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) após a polêmica em relação ao aborto durante a campanha eleitoral, a presidente Dilma Rousseff foi poupada de cobranças em relação ao tema. Segundo o presidente da entidade, dom Geraldo Lyrio Rocha, o assunto não foi tratado no encontro realizado ontem, no Planalto. Durante a campanha, um braço da CNBB, a Regional Sul 1, chegou a distribuir panfletos pregando voto contrário a quem defende a descriminalização do aborto e com críticas ao PT. A polêmica, que passou a nortear a disputa entre Dilma e José Serra (PSDB) no segundo turno, levou a então candidata petista a prometer que, se eleita, não proporia “alterações de pontos que tratem da legislação do aborto”. Hoje, o aborto é permitido apenas em casos de estupro e risco de vida para a mãe.(TB)

Deputados governistas da Bahia votam contra o Planalto

Os deputados federais baianos Luiz Argolo (PP) e Oziel Oliveira (PR), integrantes da bancada da presidente Dilma Rousseff (PT), votaram anteontem contra o projeto do governo que reajustou o salário mínimo para R$ 545 e deram seus votos ao projeto da oposição, que previa o valor de R$ 600. A proposta de aumento mais elevado foi do PSDB. A Tribuna conversou com a assessoria do deputado Luiz Argolo e a informação foi a de que o parlamentar “se atrapalhou”.
“Na hora do voto, ele entendeu que ao apertar a tecla sim ele votaria a favor do governo, depois foi que ele percebeu que tinha votado ‘sim’ no projeto do PSDB. Ele ainda tentou ver alguma possibilidade (de reverter o voto), mas a votação é em painel eletrônico e não tem jeito. Mas na segunda votação, a que apreciava a matéria do governo mesmo, ele votou ‘sim’, a favor”, explicou o assessor.
“Ele (o deputado Luiz Argolo) não tem nenhum motivo para jogar contra o governo da presidente Dilma. Ele sempre caminhou com o governador Jaques Wagner (PT)”, complementou a assessoria, acrescentando que, “embora o deputado acredite que seja possível pagar um salário maior, ele honrou sua posição”.
Contudo, o colega de parlamento de Argolo, o também baiano Anto nio Imbassahy, vice-líder do PSDB na Câmara, não acredita que os dois governistas tenham se confundido, de fato. Imbassahy aclama os dois. “Ficamos bastante satisfeitos com a demonstração de autonomia. O governo jogou pesado cobrando da base de apoio a votação do seu projeto. Foi uma atitude honrável. Eles defenderam o trabalhador, diferente do PT, que votou contra o trabalhador”.(Romulo Faro - TB)

Disputa por comissões acirra ânimos

A articulação entre os partidos para a formação das comissões permanentes e temporárias tem movimentado os bastidores da Assembleia Legislativa e da Câmara Municipal de Salvador. Nas duas Casas, o clima tem sido de bastante negociação pelo comando daquelas de maior expressividade. Enquanto no parlamento estadual, as principais peças já foram arrumadas e os indicados devem ter seus nomes oficializados na terça-feira, no Legislativo do município, os ânimos estão acirrados e o ambiente ainda é de tensão.
Na Praça Municipal, as bancadas de governo e oposição disputam o domínio das comissões de Saúde e Planejamento. Por lá, a briga tem sido grande também pela Comissão de Transportes, que segue sendo uma das mais cobiçadas pelos parlamentares soteropolitanos. Os vereadores terão uma nova reunião para discutir o assunto na próxima segunda-feira.  
Na Assembleia, até o momento, o discurso oficial tem sido de entendimento. Conforme já foi anunciado, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), considerada a mais importante da Casa, ficou sob o comando do PT, sendo indicado o ex-líder petista Paulo Rangel. Além dessa, já foram definidos os nomes de Luiz Augusto (PP) para Comissão de Finanças, segunda mais expressiva; Ângela Souza para Infraestrutu-ra, Desenvolvimento e Turismo; Adolfo Menezes (PRP) para Segurança Pública; Temotéo Brito (PMDB) para Agricultura; Adolfo Viana (PSDB) para Meio Ambiente; Kelly Magalhães para Educação; Ivana Bastos (PMDB) para uma das temporárias que serão criadas. A oposição deve ficar com três comissões.
Segundo o líder do governo, Zé Neto (PT), o processo tem sido realizado com muita tranquilidade e “a oposição não tem criado problemas”. “Os nomes têm sido encaminhados e estamos acomodando alguns interesses. A matemática foi baseada no regimento e aquelas em que houve dificuldade acomodamos a partir do histórico da Casa. Até segunda, no máximo, teremos tudo fechado”, afirmou.
A deputada Ângela Souza disse que vai utilizar a Comissão de Infraestrutura para defender a construção da Ferrovia Oeste-Leste e o Complexo Porto Sul. “Essa obra para nossa região é a redenção”, exaltou a deputada, que tem como base eleitoral o Extremo-Sul do Estado. O peemedebista Temotéo Brito associou a indicação de seu nome a sua ligação com a atividade de Agricultura. No comando de Segurança, Adolfo Menezes disse que o papel da comissão será de intermediação. “Tenho visto o empenho do governo para melhorar essa área que é muita complexa”, citou Menezes, que enfatizou o fato de pertencer à base do governo. (Lilian Machado - TB)

Criação de novo partido aquece bastidores da política

A criação de uma nova sigla, leia-se PDB (Partido da Democracia Brasileira), sob o comando do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), com lançamento previsto para maio, não tem tirado o sono apenas dos líderes partidários de São Paulo e Brasília, onde a movimentação corre solta, mas também dos baianos.
Informações dão conta de que, na Bahia, a expectativa em torno do PDB é extremamente grande e já teria até mesmo nome forte para comandá-lo em nível regional. Ninguém menos que o vice-governador e secretário de Infraestrutura Otto Alencar, atualmente filiado ao PP, mas que não esconde o tratamento diferenciado que recebe dos seus “companheiros” progressistas.
Como Otto, a legenda acomodaria um bom número de insatisfeitos com seus atuais abrigos. Nesse caso, a especulação é que o DEM bata recorde de dissidentes. A Tribuna contabilizou pelo menos 12 descontentes que veem a possibilidade como a “salvação”, já que quem se filiar a uma legenda que não existia na eleição anterior estará livre de ser punido pela lei de Fidelidade Partidária temida por todos.
Destes, oito são democratas. Entre os da lista estariam: Rogério Andrade e Gildásio Penedo, que possui ligação forte com Otto, além dos federais Paulo Magalhães e Félix Mendonça Jr., Nenhum deles foi encontrado pela reportagem.  
Mas, não para por aí. Filiados do PR que durante as eleições se viram obrigadas a virar oposição também confirmaram o desejo de migrar para os braços do governo novamente. Afinal, o PDB será mais um partido governista, o 18º a apoiar a presidente Dilma Rousseff e, consequentemente, o governador Jaques Wagner. A confirmação da debandada em massa prevista, inevitavelmente, minguaria ainda mais a oposição baiana Para se ter ideia, até mesmo integrantes do PMDB e do PSDB podem surpreender. 
Em contato com o jornal, o vice-governador, diga-se de passagem, braço direito de Wagner, não hesitou em afirmar que não há nada oficial ainda, mas que está acompanhando a movimentação do meio político, sobretudo, de Kassab, que é filiado ao DEM.
Segundo Otto, a posição dele diante de uma nova legenda “depende muito do governador, já que estou alinhado politicamente a ele”. Contudo, declarou que se essa sigla vier a surgir, não terá problema para se integrar, já que possui uma relação boa com Kassab, se conhecem desde 1989. "Sem falar  que o novo partido está de acordo com o projeto de Dilma".
Questionado, o ex-deputado Gilberto Brito (PR), que nunca escondeu a admiração que nutre por Wagner, afirmou que não tinha conhecimento do novo partido. “Mas, se por ventura, vier, de fato, a ser criado, é bem possível”, disparou..
Expectativa  é de debandada
Em nível nacional, a nova sigla já conta como certa a saída com cerca de 20 congressistas em Brasília e com um governador, Raimundo Colombo, de Santa Catarina e hoje também filiado ao DEM. Ainda, Kassab procura interlocutores do PT com plano para ‘varrer’ tucanos.  Interlocutores próximos ao prefeito já adiantaram, inclusive, que essa possibilidade está sendo tratada de maneira objetiva para se materializar ainda no primeiro semestre.
O PDB será um rito de passagem para buscar a associação com outro já existente. PMDB e PSB são considerados por Kassab. O prefeito paulistano considera necessário fundir alguns partidos para produzir uma novidade na política brasileira: uma grande legenda que tenha expressão nacional e seja ideologicamente de centro. (Fernanda Chagas - TB)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Furnas e Caixa estão na lista da fatura do PMDB após votação do mínimo

Feira de Santana -Depois de votar em massa na proposta do Governo, no salário mínimo de R$ 545,00, o PMDB do vice-presidente, Michel Temer começa hoje a cobrar a fatura pela sua fidelidade. O Partido quer ocupar os cargos de segundo escalão que ainda restam a serem preenchidos. Ignorado na formação do primeiro escalão, o PMDB de Minas Gerais já anunciou que vai lutar para emplacar o ex-deputado Marcos Lima numa diretoria da empresa de energia elétrica Furnas, indicado pelo deputado Newton Cardoso (PMDB -MG), também apoiado pelo Deputado mineiro Leonardo Quintão (PMDB-MG). Do mesmo modo, o senador Wilson Santiago (PMDB-PB) acompanhou parte da votação do mínimo na Câmara e disse que batalhará pela nomeação do ex-governador da Paraíba José Maranhão (PMDB) para a vice-presidência de Loterias da Caixa Econômica Federal. Outro fato interessante desse jogo foi que o deputado Danilo Forte (PMDB-CE) negou que a definição do novo presidente da Fundação Nacional de Saúde (Funasa) esteve condicionada à votação do salário mínimo. Ele tenta definir um nome junto com o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, apesar de a presidência da Funasa também ter sido oferecida ao PT de Minas Gerais ligado aos ex-ministros Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Luiz Dulci (Secretaria Geral da Presidência).
Genaldo de Melo