quarta-feira, 6 de abril de 2011

Comissão do Senado aprova financiamento de campanha na conta do eleitor

 
Por 12 votos a 5, comissão de reforma política acolhe proposta que determina o fim das doações de empresas e de pessoas físicas nas corridas eleitorais. Se o texto passar no plenário, candidaturas serão bancadas com recursos públicos

Um dos temas mais espinhosos da lista de mudanças na organização do processo eleitoral que o Congresso analisa foi aprovado ontem e estará no texto final do relatório da Comissão de Reforma Política, que será submetido ao plenário do Senado ainda nesse semestre. Por 12 votos a 5, os senadores que compõem a comissão acataram a proposta de alterar o sistema de financiamento das campanhas eleitorais. No lugar do atual modelo, em que o candidato capta recursos por doações de empresas e pessoas físicas, as campanhas seriam bancadas com recursos dos impostos cobrados pela União e divididos de forma igualitária entre todos os candidatos ao mesmo cargo.

O assunto controverso provocou debate acalorado. Os defensores da proposta argumentaram que o financiamento público exclusivo promoveria a inserção de candidatos que não conseguem alcançar cargos eletivos, pois são engolidos pelo poder econômico. Os contrários à ideia alegaram que o contribuinte não pode ser obrigado a custear a divulgação das informações eleitorais e que o governo usaria o orçamento para pagar despesas com publicidade e carreatas em vez de aplicar em saúde e educação. "Eu, cidadão brasileiro contribuinte, não quero que uma fração do imposto que pago financie a campanha de um candidato que não desejo ver eleito. Não vejo por que usar dinheiro dos impostos para financiar candidaturas", afirmou o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP).

Os senadores Aécio Neves (PSDB-MG); Francisco Dornelles (PP-RJ), presidente da comissão, Roberto Requião (PMDB-PR); e Fernando Collor (PTB-AL) também votaram contra o financiamento público. Aécio condicionou a aplicação de recursos da União para bancar campanhas à existência do modelo de voto em lista fechada. "Acredito que a proposta do financiamento público exclusivo só tem condições de ser discutida se nós tivermos o voto em lista fechada. Fora isso, estaríamos desorganizando, expondo ainda mais o nosso sistema."

Custo
Da bancada dos pró-financiamento público, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), argumentou que a União já reserva recursos para agremiações políticas, por meio do fundo partidário, que consumirá R$ 150 milhões só este ano, e que a mudança poderia reduzir o lobby das empreiteiras sobre os eleitos. "Sai mais barato para o Estado o financiamento público. Se alguém tiver o cuidado de olhar a relação de quem são os financiadores de campanha no Brasil, verá que são empreiteiras, prestadores de serviços, bancos, exatamente as empresas que, de alguma forma, guardam alguma relação de interesse com o público. Quem financia o faz porque, de alguma forma, tem interesse em se aproximar daquele que foi eleito", pontuou Costa.

Apesar de destacarem que o financiamento público exclusivo ampliaria a transparência da utilização de recursos na campanha, os apoiadores foram unânimes ao dizer que a proposta não acaba com a prática do caixa dois. "O financiamento público tem vantagens, porque, em tese, vai igualar aqueles que participam da disputa eleitoral. Não concordo que teria o benefício de acabar com o caixa dois", resumiu o senador Pedro Taques (PDT-MT).

Na reunião de ontem, os parlamentares também apreciaram proposta do senador Itamar Franco (PPS-MG), que defendeu a criação do voto avulso para prefeitos e vereadores. O ex-presidente alegou que nos municípios do interior a política partidária perde espaço para forma de organização personalista. A proposta de Itamar, no entanto, foi derrotada na comissão.
Fonte: Josie Jeronimo - Correio Braziliense

Movimentos sociais denunciam violação de direitos humanos

Um estudo divulgado nesta quarta-feira 6 pelo Processo de Articulação e Diálogo (PAD) aponta que a criminalização dos movimentos sociais tem se acentuado nas duas últimas décadas. Além de assassinatos e ameaças, os defensores de direitos humanos também se tornaram alvos de ações criminais e policiais ilegais.
Durante esta semana, uma delegação composta por líderes de movimentos sociais denunciarão ao Congresso Nacional e às embaixadas estrangeiras abusos praticados pelo Estado e pelas empresas transnacionais.
Na Europa, outra delegação vai expor a parlamentares, organizações humanitárias e religiosas mundiais os problemas que enfrentam. A repressão brasileira aos movimentos sociais também será denunciada ao Escritório do Alto Comissariado para os Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).
"A atuação do Judiciário, de setores do Ministério Público, seja federal ou estadual, e de segmentos do Poder Legislativo representa uma face do Poder Público que desrespeita os direitos humanos e não coloca em prática a Constituição Brasileira", diz o relatório.
O estudo reúne as principais denúncias de violação dos direitos humanos contra os movimentos sociais, como a repressão às manifestações do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), a criminalização das atividades do Movimento de Mulheres Camponesas (MMC) e o drama das pessoas atingidas pela construção de grandes hidrelétricas. O relatório também revela que o Estado brasileiro cria mecanismos para criminalizar essas organizações em favorecimento de interesses privados.
De acordo com o coordenador do setor de movimentos sociais do PAD, Leonardo Maggi, grandes projetos dos setores mineral, energético e do agronegócio violam os direitos das populações atingidas e o meio ambiente, por estarem protegidas por um aparato legal que criminaliza quem ousa enfrentar esses projeto de desenvolvimento.
"A ideia é discutir os impactos do atual modelo de desenvolvimento por meio de alguns casos emblemáticos relacionados a grandes projetos". Maggi citou como exemplos os casos da monocultura de eucalipto para a fabricação de celulose e da repressão às organizações de luta pela terra no desafio da reforma agrária, "que é o oposto do projeto do agronegócio", afirmou.
Segundo ele, um dos maiores obstáculos é fazer com que os órgãos públicos entendam que a criminalização representa uma violação aos direitos humanos e uma ameaça à democracia. "Há muitos casos emblemáticos de violação e repressão tanto pelo Estado quanto por grandes companhias, principalmente transnacionais, contra movimentos sociais em geral. Esta semana, vamos convesar com embaixadores, parlamentares e ministros."
De acordo com o relatório, a criminalização das lutas sociais é estratégia de forças conservadoras para barrar o avanço dos direitos humanos, econômicos, sociais, culturais e ambientais. Essa tendência vem se repetindo em outros países da América Latina, como a Colômbia, o Peru, a Argentina Nicarágua, o Panamá, Equador, a Guatemala e o Chile.
Criado em 1995, o Processo de Articulação e Diálogo é formado por seis agências ecumênicas europeias e por 165 entidades parceiras no Brasil. Congrega representantes de movimentos como o MST, o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e as organizações não governamentais.
Fonte:
Daniella Jinkings - AB

Bahia: voto aberto sofre derrota na Assembléia


A discussão sobre o fim do voto secreto teve curta trajetória na Assembleia Legislativa, e, co-mo já era previsto, a maioria dos deputados votou ontem contra a polêmica Proposta de Emenda Constitucional (PEC), de autoria da deputada Luiza Maia (PT), que instituía o voto aberto na Casa em todas as situações.

O projeto apresentado pela petista no dia 16 de fevereiro causou alvoroço no parlamento, sendo rejeitado ontem por 48 votos a oito e tendo duas abstenções. Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), seis reprovaram a proposta conta dois votos favoráveis.

Nem mesmo a bancada do PT se isentou em reprovar a matéria. Quatro dos quatorze deputados que compõem o bloco concordaram com o parecer contrário à PEC em Plenário, e rechaçaram a ideia de declararem o voto em qualquer deliberação legislativa.

No parecer da CCJ, apresentado pelo democrata Paulo Azi, a tese foi acusada de “buscar ampla repercussão na mídia e de apresentar apenas “feições democráticas e esconder vocações autoritárias”.

Para a maioria, a discussão foi “mal conduzida” pela propositora. “Criou-se uma aresta entre os parlamentares, nos expôs e expôs a Casa”, criticou o líder do bloco PRP/DEM, deputado Bruno Reys. Segundo ele, o projeto era desnecessário, “pois são poucos os projetos votados de forma secreta”.

“A quem eu devo satisfação, que são os meus eleitores, sempre saberá qual o meu posicionamento em relação às matérias, seja pela imprensa, seja na discussão, quando temos 20 minutos para defendermos nossa ideia”, enfatizou.

Em discurso, pouco antes da votação, o deputado Alan Sanches (PMDB) fez questão de reiterar seu posicionamento contrário. Segundo ele, o projeto já nasceu morto, pois sequer cumpriu o processo normal de tramitação na CCJ.

“Na medicina, quando um feto morre dentro do útero ou durante o parto é denominado de natimorto. É o que podemos chamar essa proposta, pois antes de ser votada é considerada inconstitucional, morta pela maioria”, pontuou. Por fim, o deputado disparou que não se pode elaborar um projeto de lei focado apenas num governo, mas para os 100 próximos.

“Um ou outro governante pode não retaliar, pressionar seus aliados que forem de encontro aos seus interesses, mas quem garante que o restante assim não fará?”, questionou, numa clara referência à explanação de Luiza Maia de que não haveria perseguição por parte do governador Jaques Wagner, afinal, segundo ela, o mesmo é “democrático”.

O deputado Coronel Gilberto Santana (PTN) também frisou sua negativa em relação ao projeto. “Aqueles que forem ligados ao governo e quiserem votar contra a alguma matéria do Executivo vão se sentir constrangidos em fazer isso. O voto secreto, em alguns casos, ajuda na preservação da democracia e da liberdade”, justificou.
Em meio à votação, teve parlamentar que até comemorou o resultado favorável ao parecer. “Estou muito feliz, pois a derrota está comprovada”, disse, entre risos, o líder do bloco PSC/PTN, Targino Machado, que havia travado discussões com a autora da proposta.

Petista chama posição da Casa

Apesar da comprovada resistência dos pares a sua proposta, a deputada Luiza Maia (PT) disse que não viu o resultado como uma derrota.

 “Achei a posição da Casa atrasada e equivocada, pois essa seria a oportunidade de o Legislativo, que passa por uma crise de identidade, melhorar sua credibilidade. Quem perdeu não fui eu e sim o Parlamento.

Estou feliz, pois em três meses de mandato já consegui pautar um tema tão importante”, disse, lembrando que, através do voto aberto, “os representantes da Assembleia mostrariam seus posicionamentos políticos e ideológicos de forma mais transparente”.

Segundo garante a petista, o voto aberto vem sendo discutido em algumas Casas Legislativas do país, sendo essa uma realidade das assembleias de Rio Grande do Sul e Rondônia e das câmaras municipais de Camaçari e Alagoinhas.

“Interessa ao povo que represento, pobres, negros e mulheres, saber meus posicionamentos em quaisquer circunstâncias”, disse ela, que apresentará hoje outra proposição polêmica. Intitulada de “tribuna cidadã, o objetivo é abrir o microfone da Casa para três representantes da sociedade, todas às terças-feiras.

Por fim, Maia disparou que “esta Casa não pode servir apenas para homologar o que vem do Executivo. Temos que nos posicionar. Não é correto que o Executivo seja o grande legislador”, defendeu, complementando que o argumento de que o voto secreto protege os deputados da pressão do Executivo não a convence. (Lilian Machado - TB)

Salvador: Juiz suspende julgamento das contas de JH no TCM

O juiz Mário Augusto Albiani Alves Júnior, da 8ª Vara da Fazenda Pública do Tribunal de Justiça da Bahia, concedeu liminar favorável ao pedido do setor jurídico da Prefeitura de Salvador e suspendeu a apresentação em plenário do parecer final das contas do prefeito João Henrique (PP) correspondentes ao ano de 2009, que aconteceria ontem, no Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia (TCM).

Em nota enviada à imprensa, a assessoria do prefeito disse que, de acordo com o advogado de JH, Celso Castro, a liminar teve como argumento “a ausência do amplo direito de defesa”. Caso seja mantida a contestação do TCM sobre as contas de JH, não custa lembrar, caberá aos vereadores de Salvador o parecer final. Se os edis acatarem o entendimento da corte, o prefeito ficará inelegível por oito anos.

Em conversa com a Tribuna, o presidente da Câmara Municipal, vereador Pedro Godinho (PMDB), disse acreditar que os colegas farão uma análise técnica do documento (a prestação de contas). “Acho que os vereadores vão se posicionar tecnicamente. De acordo com sua análise e sua consciência”.  (Romulo Faro-TB)

Temer é citado em inquérito no STF; vice nega suspeita

O Supremo Tribunal Federal (STF) investiga desde o final de fevereiro se houve participação do vice-presidente a República, Michel Temer (PMDB), em um suposto esquema de cobrança de propina de empresas que na década de 1990 participaram de licitações da Companhia de Docas do Estado de São Paulo (Codesp), estatal administradora do porto de Santos, o maior do país.

Aberto pela 4ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo, o inquérito apura o suposto envolvimento de Temer e do ex-presidente da Codesp Marcelo de Azeredo. As empresas participaram de licitações para arrendamento de áreas operacionais no porto. O inquérito foi revelado em reportagem na edição desta terça (5) do jornal "Folha de S.Paulo".

Ao detectar indícios de envolvimento do então deputado federal Michel Temer, a Justiça Federal encaminhou o inquérito ao STF.

Na tarde desta terça, após participar de encontro da Frente Nacional de Prefeitos, em Brasília, Temer negou as acusações.

"Isso é coisa velha. Mais do que velha, é antiquíssima. Por ser antiquíssima, já foi decidida pelo procurador-geral da República a mesma matéria que foi veiculada hoje. Não há conexão nenhuma quanto aos fatos. Enfim, não vou revelar minha indignação, porque ela surge da forma como eu respondo", declarou.

Pouco antes, a assessoria do vice-presidente da República divulgou nota na qual ele afirma que, em 2002, o então procurador-geral da República deu parecer final "pelo arquivamento do feito em face da absoluta ausência de provas e inconsistência da denúncia".

O advogado de Marcelo Azeredo, Antônio Sérgio Pitombo, afirmou que ainda não teve acesso à íntegra do inquérito e só falará sobre as acusações depois de conhecer o processo.

Procurador analisa

O relator do caso no Supremo Tribunal Federal, ministro Marco Aurélio Mello, enviou a investigação para análise do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, na última sexta-feira (1º).

De acordo com o processo, as denúncias teriam sido feitas pela ex-companheira de Azeredo em pedido de dissolução de união estável. No documento, o ex-presidente da Codesp é acusado ainda de não informar à Receita Federal bens supostamente incompatíveis com a renda declarada. Segundo o inquérito, automóveis e outros bens teriam sido registrados em nome de familiares.

Na decisão em que remete o inquérito à PGR, o relator restringe o sigilo das investigações, decretado pela Justiça Federal, apenas a parte do inquérito. O ministro determinou que apareça no inquérito o nome completo dos investigados e não somente as iniciais, como é a prática do STF.

Mello lembra que a regra é dar publicidade aos ligados à administração pública. “Sob o ângulo da autuação, os dados devem ser explícitos. Nada justifica, em face do procedimento revelado nestes autos, a adoção de iniciais. A prática acaba por gerar especulações de toda ordem, imaginando-se quadro de extravagância ímpar, potencializando-se o que está em apuração”, afirmou o ministro do STF.(VB)

Serra e PSDB terão que pagar multa por propaganda antecipada

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve nesta terça-feira (5/4), de forma unânime, decisão do ministro Joelson Dias de multar José Serra e o PSDB de São Paulo por propaganda política antecipada na eleição presidencial de 2010. O diretório paulista tinha apresentado recurso, mas foi rejeitado pela corte.

O ministro Joelson Dias ressaltou que as inserções partidárias do PSDB realmente “enalteceram as realizações de José Serra como ministro de Estado e governador de São Paulo”, utilizando inclusive expressões como “vamos melhorar”, entre outras, caracterizando “um excesso” e a propaganda eleitoral fora de época.

A multa para Serra é R$ 5 mil e para o diretório paulista do partido é R$ 7,5 mil.(VB)

terça-feira, 5 de abril de 2011

Maia: Tiririca precisa ser informado sobre reembolso

O presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), disse hoje que o deputado Tiririca (PR-SP) e outros parlamentares precisam ser informados sobre o direito de reembolso por gastos feitos no exercício do mandato. O jornal O Estado de S. Paulo revelou no último sábado que Tiririca pediu reembolso de nota fiscal no valor de R$ 660 de hospedagem no Porto d'Aldeia Resort, em Fortaleza. O deputado também pediu ressarcimento de R$ 311 gastos em alimentação, no mesmo hotel.

"Precisamos orientar melhor o deputado Tiririca sobre os gastos possíveis de serem realizados pelo parlamentar e em que atividades ele pode pedir restituição das despesas. O deputado Tiririca e também outros parlamentares precisam ser orientados. Este é um caso exemplar. Não sei que informações ele prestou. Ele poderia estar em uma atividade no Ceará, os deputados são brasileiros, participam de atividades fora de seu Estado de origem. Se houver alguma irregularidade, vamos pedir ao deputado que devolva os recursos à Câmara", afirmou Marco Maia.

O jornal também revelou que Tiririca contratou com dinheiro da Câmara dois humoristas do programa A Praça é Nossa. Os dois moram em São Paulo, onde Tiririca não tem escritório.

"O importante é que o deputado comprove que esses trabalhadores exercem atividades diretamente relacionadas ao seu mandato. Se eles estão cumprindo atividade parlamentar, não há irregularidade. Caso contrário, tem que demitir", afirmou Maia. A assessoria de Tiririca afirma que as iniciativas do parlamentar estão dentro "das normais legais e das regras estipuladas".(AE)

Bahia: Aleluia é confirmado novo presidente do DEM


O ex-deputado federal José Carlos Aleluia assumiu ontem a presidência do Democratas na Bahia e já deu sinais de que uma das principais tarefas será tirar seus quadros da administração do prefeito João Henrique (PP). Além de JH integrar uma legenda da base do governo estadual, o Partido Progressista, Aleluia destaca que o DEM “nunca participou do núcleo de poder de João Henrique”.

O único cargo de primeiro escalão da Prefeitura ocupado pelo Democratas esta na Empresa Salvador Turismo (Saltur), cujo titular é Cláudio Tinoco, o que, para o novo presidente, não significa a presença do partido ideologicamente. “Estamos fora do núcleo de poder. Na verdade, não vamos nem sair porque nunca entramos”.

Questionado sobre a possibilidade, então, de o partido abrir as portas para Tinoco e os demais filiados que compõem o time de JH, Aleluia deixou no ar. “Vamos avaliar essa questão no momento oportuno”, afirmou o ex-deputado, mas fez questão de não causar mal-estar com o titular da Saltur. “Acho que não podemos perdê-lo (Cláudio Tinoco). Ele faz um bom Carnaval para a cidade”, ponderou.

Além do rompimento com João, o DEM já deixou claro que vai pôr mais lenha na fogueira das eleições municipais de 2012. Com base nisso, o novo presidente anunciou que vai buscar novas lideranças pelo interior e já deixou explícito também que vai buscar integração com os partidos que se autoproclamam oposição no estado, PSDB, PR, PPS e PMDB, com o objetivo de lançar candidato páreo para o pleito da sucessão do prefeito.

Para ACM Neto, o ex-parlamentar reúne todas as condições para reorganizar o partido. Em conversa com a Tribuna, Neto listou três fatores como “fundamentais” para o sucesso de José Carlos Aleluia como dirigente do Democratas na Bahia:

“Tempo. Ele terá como se dedicar ao partido. Boa articulação nacional. Aleluia é ex-deputado federal e ex-líder de bancada. E ele está imbuído com o espírito de renovação para mudar o partido. Essa é a principal tarefa que ele vai ter. O DEM vai escancarar as portas para novas filiações”, explanou ACM Neto.

O novo vice-líder de Assuntos do Interior do DEM na Bahia, o ex-deputado estadual Heraldo Rocha, também já traçou suas diretrizes de trabalho.

“Ninguém pense que essa hegemonia do governo vai continuar por muito tempo. Tem opositores migrando para o governo e tem adesistas que têm identidade de oposição nas suas bases, com seu eleitorado”, pontuou.

A composição do novo diretório conta ainda com o deputado estadual Rogério Andrade como vice-presidente de Assuntos Sociais e o ex-senador ACM Junior como vice de Assuntos Econômicos. O ex-governador e ex-presidente estadual do partido, Paulo Souto, assume a diretoria executiva do DEM na Bahia.

Neto admite disputar Prefeitura

Presente à reunião que consagrou ontem José Carlos Aleluia como presidente do DEM na Bahia, o deputado federal e líder do partido na Câmara, ACM Neto (DEM), admitiu a possibilidade de entrar na disputa pela sucessão do prefeito João Henrique (PP) no ano que vem. Ele ressaltou a necessidade de união com os demais partidos de oposição.

“O ideal é que a gente possa fazer uma construção que reúna os partidos de oposição. Vamos tentar fazer essa costura. Se eu quero fazer uma costura com vários partidos, eu não posso impor minha candidatura”, destacou. Neto complementou ainda que partindo do princípio de que o desejado é fazer uma aliança, ele não irá  impor nem vetar.

“Se eu for escolhido para ser o candidato, se houver condições políticas e a vontade da população de Salvador, então eu disputo”, assegurou, complementando, entretanto que a oposição terá um nome forte. (Romulo Faro - TB)

Jackson Lago morre aos 76 anos em SP

Jackson Lago, governador do Maranhão de 2007 a 2009, morreu aos 76 anos, na tarde de ontem, no Hospital do Coração, em São Paulo. Lago fazia um tratamento com quimioterapia para o câncer de próstata. Ele disputou o governo do Maranhão três vezes antes de se eleger ao cargo em 2006, ao derrotar Roseana Sarney (PMDB), sua adversária histórica. Não chegou a terminar o mandato.

Foi cassado pela Justiça Eleitoral em abril de 2009, por abuso de poder político. Resistiu em deixar o Palácio dos Leões, sede do governo do Maranhão, mas entregou o governo dizendo em discurso que voltaria.

Na eleição do ano passado, ele disputou novamente o governo, mas ficou em terceiro lugar. Foi derrotado por Roseana, que se elegeu no primeiro turno, e por Flávio Dino (PC do B). Em maio de 2008, Lago foi denunciado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) sob acusação de participação no esquema de fraudes a obras públicas envolvendo a construtora Gautama.

A investigação do caso foi tornada pública em maio de 2007, com a Operação Navalha, da Polícia Federal. Na época, Lago negou ligação de seu governo com a construtora.

Médico de formação, também foi prefeito de São Luís por três mandatos (1989-1992, 1997-2000 e 2001-2002). A atual governadora Roseana Sarney decretou luto oficial de três dias.(TB)

Ex-deputado vai prá Montevideo sem devolver imóvel


Dois meses após terminar seu mandato, o ex-deputado federal Fernando Chiarelli (PDT-SP) ainda ocupa um apartamento funcional da Câmara dos Deputados. De acordo com a Quarta Secretaria, responsável por administrar os imóveis da Câmara, o prazo para a devolução da residência é de 30 dias após a posse da nova legislatura, no início de fevereiro.
Empossado em abril de 2009, após o falecimento do correligionário João Herrmann (PDT-SP), Chiarelli passou a ocupar o apartamento 202, no bloco A, da Superquadra 311, na Asa Sul, região nobre de Brasília. Procurado pelo iG, Chiarelli afirma que está em viagem para Montevidéu, no Uruguai, e nega que ainda more no imóvel funcional.
Assim como outros dois prédios da Câmara, na 311 Sul, o endereço dispõe de campo gramado de futebol, banca de jornais e revistas, comércio local e posto de combustível próximos. A Quarta Secretaria da Câmara afirma ter solicitado o imóvel ao ex-deputado, mas ele simplesmente não dá resposta.
O quarto secretário, deputado Júlio Delgado (PSB-MG), explica que uma carta foi enviada a Chiarelli e que aguarda o aviso de recebimento para tomar providências. "A Quarta Secretaria pode publicar uma portaria interna ou acioná-lo judicialmente para deixar o apartamento", assinala Delgado. "Tem gente que não se toca que deixou de ser deputado".
À reportagem, Chiarelli diz que devolveu o imóvel "entre 10 e 15 de fevereiro". O ex-deputado atribui o problema a um "erro burocrático" da Câmara. "Já devolvi (o apartamento) faz 512 anos", ironiza Chiarelli. "Estou passando frio aqui (em Montevidéu)".
"Se for comunicado (pela Câmara), vou responder que não tenho conhecimento. Eu não estou aí", diz o ex-parlamentar, explicando que fará um "boletim de ocorrência". "É para me precaver de responsabilidade, para provar que não estou em Brasília. Não conheço nem entidade mitológica que pode estar em dois lugares ao mesmo tempo".(iG)

Bolsonaro afirma que Preta Gil faz "surubas"

Mais uma polêmica envolvendo o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ). Dessa vez, o parlamentar afirmou que Preta Gil - cantora - além de se envolver com inúmeras mulheres é adepta da prática de "surubas".

Durante entrevista ao portal UOL, Bolsonaro ainda se defendeu das acusações que teria sido racista com Preta durante o programa CQC. O parlamentar afirma ter entendido a cantora perguntado o que ele faria se um filho dele tivesse um relacionamento gay, por isso respondeu daquela forma.

"Duas coisas ‘aconteceu’em resposta à Preta Gil. O que é mais certo, é que eu não entendi a pergunta dela. Porque era uma pergunta que vinha com outras perguntas anteriores. Tudo sobre homossexualismo e corta! E quando vi a Preta Gil, eu já disparei uma resposta que seria padrão para qualquer pergunta dela: Olha, eu não vou discutir contigo promiscuidade. Meus filhos foram muito bem educados, não corro esse risco.", reproduziu Bolsonaro.

O deputado ainda se mostrou incomodado pelo fato, segundo ele, de a cantora utilizar um blog para expor situações íntimas. “Eu não tenho nada a ver com o comportamento sexual realizado entre quatro paredes. O que é natural. Eu não tenho relações sexuais com minha esposa em ambiente que não seja entre quatro paredes e não divulgo isso.

A Preta Gil, por exemplo, se entrar no blog dela, ela divulga. Então, a vida dela não é particular, se ela bota no blog, é pública. Ela diz de seus inúmeros relacionamentos com mulheres. Inclusive uma palavra que eu fico até chateado de falar aqui, mas infelizmente, ‘tá ali’, ela realiza surubas”, declarou.

Bolsonaro ainda afirmou que entre os assunto tratados por Preta Gil no blog, a cantora ensina aos homens como se masturbar pela Internet. "Eu lendo aquilo, não tem problemas. Mas não pode, pois nossos filhos! Você não tem como proibi-los de entrar na internet. Não tem como. Ele tem que entrar na internet e acaba escorregando e vendo esses péssimos exemplos de uma pessoa que é pública.”, diz.

Racismo

Em resposta às acusações que seria racista, o deputado brincou: "O que tem haver promiscuidade ao racismo? Pelo dicionário, Preta Gil, você sabe o que é isso? Dicionário - ironizou. Está escrito lá no “Aurélio” (dicionário) que promiscuidade é aquela pessoa que se entrega ao sexo com facilidade. ‘Tá ok’? ‘Tá’ explicado, é o caso dela, que ela diz na página dela,” afirmou Bolsonaro.

O parlamentar, como forma de comprovar que não é racista ainda afirmou que é casado com uma mulata.

Preconceito

Bolsonaro se diz contra a distribuição do kit gay por considerá-lo inadequado para estudantes do primeiro grau. "Um material dito didático com cartazes, cartilhas e filmetes, que para mim são filmetes pornográficos para garotos.

A garotada do primeiro grau, mostrando lá, a intenção deles é combater a homofobia, mas os garotos do primeiro grau ao assistirem filmes como Encontrando Biaca, Beijo Lésbico e Boneca na Mochila e mais dois ainda, você vai, na verdade, está estimulando o homossexualismo e escancarando as portas para a pedofilia nas escolas de 1º grau. Kit Gay nas escolas, não., esbraveja o deputado.

Entenda o caso

Em participação no programa CQC - Band - ao ser questionado por Preta Gil sobre um possível namoro entre um filho do deputado com uma negra, Bolsonaro declarou que não corria esse risco por ter educado bem seu filho.(VB)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

A palavra sempre serve aos mais fortes

Ábade Dinouart disse certa vez que o homem se perde na palavra. Nela já se construiu reinos e castelos, e do mesmo modo, grandes mentiras e também grandes monstros, como Hitler. De qualquer modo, a palavra é tão forte que cabalisticamente "o verbo se fez carne". Teologicamente falando ela nos fez gente.
Na última semana dois fatos ocuparam a mídia brasileira, em que a palavra indiscutivelmente esteve presente no centro de decisões e formação de opinião. Morreu José Alencar, homem ícone da decência na política e na vida empresarial, que segundo noticiado na Folha a única mancha foi ter apoiado a Ditadura Militar de 1964.
E o fato pitoresco que ocupou também a mídia, foi a destempero (racional) do considerado folclórico Deputado Federal, Jair Bolsonaro, que segundo os militantes de Movimentos Negros e das causas da Liberdade Sexual, foi puro racismo e a mais descarada declaração de homofobia de um ente do Congresso Nacional.
O Ex-vice-presidente da República foi mestre no que fez, foi honesto na palavra e exemplo para muitos. Bolsonaro foi o bruxo do que existe de mais retrógrado na arte de dizer o que pensa em público, agrediu verbalmente aqueles que opinam diferente dos seus conceitos elementares. Este último colocou definitivamente no seu bolso a idéia de um novo eugenismo no Brasil.
O nosso Ex-vice-presidente que ocupou a mídia com sua despedida elencar deste mundo, com sua persistência deverá servir de exemplo não somente para esta geração, mas para as vindouras. O homem foi tão forte, que venceu diversas vezes a própria morte, com sua fé, vontade de viver e de valorizar a vida em si. Diversas vezes usou da palavra para criticar a proposta econômica do Governo de Lula, sem desarticular o Projeto de Brasil que estava sendo tocado por eles juntos. Alencar serve de exemplo para a humanidade, no uso da palavra para construir um mundo melhor para todos.
Já Jair Bolsonaro representa o tipo de homem público que deve ser banido da vida política nas próximas urnas, ou então o Congresso deve assumir a carapuça do respeito e da dignidade legislativa e expulsá-lo daquela casa de cidadania. Pois entendemos que o sangue é vermelho nas veias de todo mundo, e não acho que somente é azul nas veias desse rapaz, que deve ter como livros de cabeceira o Mein Kampf e o Estado Corporativo.
Racismo e homofobia têm de serem considerados crimes inafiançáveis e não apenas projeto de lei aprovado para ficar no papel. Daqui a pouco teremos seguidores fiéis, racistas e homofóbicos, desse povo cruel e doente. Esta semana teve de tudo, até um tal Marco Feliciano de São Paulo (Deputado) disse que os africanos são amaldiçoados, e até quer comprovar que está na Bíblia, ora... !
O homem e o protótipo de homem se perdem na palavra, e a liberdade de expressão verbal não dá o direito para que indivíduos anacrônicos possam tentar fazer opinião pública contra a corrente de opinião corrente na nossa sociedade. Preto, branco, amarelo, índio, adeptos de opções sexuais diferentes, defensores das mais variadas correntes de ideologias políticas, todos são livres para fazer o que quiserem, desde que respeitem os ditames da lei do consenso do convívio e da decência humana.
Genaldo de Melo

Pinheiro: nome de consenso em 2012 pode não ser do PT

O senador Walter Pinheiro (PT) mal se familiarizou com a rotina do Senado e já dá sinais de que não descuida da atenção sobre Salvador. Ao defender a construção de um nome de consenso para as eleições de 2012, no Palácio Thomé de Souza, o petista admite que esse nome pode ser definido de fora do PT. “Se a gente se fechar nas prévias para impor um nome aos outros partidos, nós vamos terminar quebrando a cara”, advertiu. Nesta entrevista à Tribuna, o senador disse ainda que não cabe ao PT ocupar espaços no governo João Henrique e que “ninguém sozinho será capaz de adotar um remédio para salvar Salvador”, num recado ao aliado João Leão, do PP.
Tribuna - Seu nome ganha força para 2012. Confirma movimentação nesse sentido, inclusive, por parte do próprio PT?

Pinheiro –
 Eu tenho obrigações com Salvador que, além de ser minha cidade, é uma cidade que nos deu uma votação expressiva. Então, eu vou continuar batalhando, me empenhando, vou continuar promovendo o debate sobre desenvolvimento, melhorias de condições de vida da nossa cidade, que, por sinal, foi muito degrada ao longo dos anos pelas gestões, mas eu quero fazer isso por Salvador a partir do Senado. Portanto, pretendo, como senador da República, interferir e ajudar na eleição de 2012 em Salvador e em mais 416 municípios baianos. É natural que setores do meu partido possam até olhar e trabalhar o nosso nome. Mas para ser candidato a prefeito de Salvador, neste momento, deveria ser um nome que a gente pudesse costurar com essa mesma frente ampla que apoiou a reeleição de Wagner. Quero contribuir para encontrar esse nome. Contribuir na campanha, na elaboração do governo. Vou contribuir como senador da República.
Tribuna – O PT pode rachar e decidir o candidato através de prévias, ou vocês vão conseguir construir o consenso?

Pinheiro –
Acho que o fundamental é a gente ter a mesma pressão de 2008, de não ter prévias, ter uma lógica para construir um nome. O PT é o maior partido da base do governo, portanto, tem uma tarefa enorme de dar o exemplo para fora, fazendo as coisas por dentro. É importante que o nome possa ser escolhido num nível de conversa, de identificação, para depois encaixar esse nome, talvez com um de outro partido, senão a gente fica querendo impor um nome nosso aos outros partidos, dizendo que é o nosso que deve disputar 2012. Se a gente se fechar nas prévias para impor um nome aos outros partidos, nós vamos terminar quebrando a cara.
Tribuna – O que o senhor sugere então?

Pinheiro –
Eu acho que é importante a gente manter essa primeira decisão, de construir um nome que agregue e que, de certa forma, una todos os partidos que estão na base do governo Wagner. Depois disso, vamos ver como é que a gente trabalha internamente com amadurecimento para discutir um nome bom para essa disputa de Salvador. Volto a insistir, eu quero ajudar a encontrar esse nome. Não significa dizer que eu estou fugindo do debate. Eu estou afirmando efetivamente qual é o local onde eu me encaixo neste momento, que é exatamente nessa costura, na discussão interna, para que esse nome possa ganhar a eleição e fazer um bom governo em 2013. Portanto, eu quero continuar como senador.
Tribuna – Além do PT, o PP, PCdoB e o PSB admitem lançar nomes ao Thomé de Souza. Essa fragmentação da base de Wagner não favorece uma candidatura única das oposições?

Pinheiro –
 O que é que nós vamos ter de pressão em 2012? Primeiro, a reforma eleitoral, que incidirá efetivamente nas eleições de 2012. O PSB e o PCdoB, por exemplo, já fizeram opção de sair com chapas próprias para deputado estadual em 2010. Portanto, esse cenário pode se repetir em 2012. É por isso que eu estou insistindo, o importante é que tenhamos a capacidade de agregar para construir um programa como este que está no estado, porque Salvador precisa disso. Salvador precisa de um remédio extremamente forte e eu acho que nenhum partido sozinho será capaz de adotar uma postura de superar essa degradação que a cidade vem passando desde as últimas gestões. É importante que a gente una essas legendas, que façam uma frente ampla. É natural que os partidos queiram disputar. Então, se a gente conseguir dialogar e, nesse diálogo a gente não desprezar o fato de o governador exercer um papel importante, aí, sim, nós poderemos formar a mesma frente que apoiou Wagner em Salvador.
Tribuna - Acredita que o PP o apoiaria (para Muniz assumir no Senado), ou eles tentarão ganhar força e construir uma candidatura para suceder João?

Pinheiro –
Ainda que Roberto Muniz seja meu suplente, eu diria que o debate com o PP não é um debate só da ocupação do espaço. São políticos experientes e sabem que esse tipo de pressão não teria nenhuma viabilidade. Acho que a possibilidade de governar com um nível de coalizão que eles participam no estado têm influenciado na apresentação do meu nome, na expectativa de governar da mesma forma que nós fizemos no governo. Além disso, eu volto a insistir que quero continuar contribuindo, inclusive com o PP no ministério, onde ele atua. Se o partido tem dito isso, já é um bom sinal de que o PP já admite continuar na frente, também agora em Salvador, e, portanto, que o PP pode apoiar um nome do PT para ser candidato à Prefeitura de Salvador. O fato de eles (o PP) estudarem um nome - agora, mais do que nunca, que o atual prefeito faz parte do quadro deles - é natural.
Tribuna – O senhor falou em remédio... Acredita que Leão ajudará a salvar a cidade?

Pinheiro –
Leão tomou para si uma tarefa grande. Eu acho que ele também é sabedor - ele tem me procurado - que, mesmo sendo leão, ele não está indo para uma selva. O leão é o rei da selva e Salvador não é uma selva. Então, o rei não vai conseguir consertar Salvador sozinho. Ele tem compreensão disso, ele sabe que a gente precisa dialogar, ele tem buscado isso, dialogar com o governo do estado, que nunca negou absolutamente nada a Salvador. O PP tem uma tarefa enorme que é tentar, em conjunto, mudar a forma prática e o jeito de governar a cidade. Nós estamos falando do sétimo ano de João Henrique (PP) à frente de Salvador, então, já está entrando na rota do fim. É até de se elogiar esse esforço do PP, mas agora vai ter que ser um esforço de dialogar, inclusive com os vereadores na cidade. O próprio Leão reconhece e disse que a posição dele não é de pressionar ninguém, mas ouvir as pessoas, de buscar ajuda. E ele vai ter sucesso na medida em que tiver a capacidade de cada vez mais dialogar e ouvir as partes. Ninguém sozinho será capaz de adotar esse remédio para a solução de Salvador.
Tribuna – A ida de João Henrique ao PP o aproxima do governador. O PT municipal resiste em apoiá-lo. Qual o seu posicionamento diante disso?

Pinheiro –
Eu diria que esse mesmo remédio serve para Lauro de Freitas. Por que que o PP resistiu tanto em apoiar Moema em Lauro de Freitas? Porque tem questões locais que se consolidaram antes da aliança estadual. Portanto, você tem situações que são próprias da política da esfera local, então, é extremamente correta a postura adotada pelo diretório municipal. A bancada tem seu direito de crítica a um gestor municipal, vai continuar tocando da mesma forma que a gente vem tocando, entendendo que tem um aliado que está dentro do governo, portanto vamos conversar com esse aliado, mas vamos manter a postura porque é fundamental a gente continuar lutando e buscando investimentos e melhorias para a cidade e para nosso povo. Além do que, eu acho que o PT municipal não quer ocupar espaço no governo. Nosso partido pode ajudar Salvador sem necessariamente estar ocupando cargos. Eu acho que a gente pode continuar ajudando a cidade e até dialogando. Nós vamos, inclusive, buscar junto ao governo ações  para ajudar.
Tribuna – Incomoda o crescimento do PP no estado? É a repetição da história vivida com o PMDB?

Pinheiro –
Não. Um raio não cai no mesmo lugar duas vezes. Se cair duas vezes no mesmo lugar, agora a gente botou um senhor para-raio. A gente já está vacinado. Já teve o primeiro, sentiu o impacto e se vacinou. Acho que, pelo contrário, a gente não pode ter a visão de que nenhum partido pode crescer, senão fica maior do que a gente, vai tomar o lugar da gente. Se a gente pensar assim, a gente acaba ficando pequeno. Eu quero que PP, PCdoB, PSD, que está surgindo, possam vir com força para ajudar nosso governo. Com representação em diversas casas, com capilaridade, com participação de vereadores e de prefeitos, para que a gente tenha possibilidade de continuar governando esse estado e ao mesmo tempo fazendo uma relação com o governo federal, para a gente continuar fazendo a Bahia cada vez melhor.
Tribuna – O PSD vem, justamente, para contrabalancear com o PP, que tem conseguido cada vez mais musculatura. Isso pode dar um freio no PP?

Pinheiro –
Não porque, na realidade, se você olhar o que tem ocorrido com a forma como o PP tem se estabelecido, como ele tem atraído prefeitos, parlamentares e filiados de um modo geral, é diferente. Então, ele ocupa um espaço que é um espaço que não necessariamente era do PT. Não é uma tentativa de esvaziar o PP. Eu acho que é uma opção de diversos militantes e ocupantes de cargos públicos a partir da própria questão da legislação, de problemas com a ausência da janela partidária, então, o PSD acaba virando uma opção, aparentemente individual, mas depois ela se consagra como algo mais coletivo. Não é da índole do governador Jaques Wagner incentivar construção de partidos, mandar gente para ali para aqui, não é da linhagem política dele como forma de tentar esvaziar alguém ou tentar enfrentar alguém. Portanto, o surgimento de um partido como o PSD se dá exatamente a partir das opções de cada um. Se você olhar, por exemplo, há uma maioria que sai de outros partidos que não do PP. Tem gente do PT, inclusive, que vai para o PSD. Pessoas que estavam incomodadas no nosso partido e gostariam de ir.
Tribuna – E quanto à mobilidade para a Copa do Mundo. Ônibus ou trens urbanos? Qual o mais viável, já que a Copa do Mundo e das Confederações se aproximam?

Pinheiro –
Primeiro que o tempo é determinado por dois fatores. Você vai tratar de uma obra de engenharia, portanto, uma obra de engenharia determina exatamente isso. Quer um exemplo? O Hospital do Subúrbio. Lembra da briga? O Hospital do Subúrbio começou na minha campanha a prefeito de Salvador, inclusive, na época, com dificuldade para sair a licença, que só saiu no final de 2008. Quando muitos até diziam que o Hospital do Subúrbio era uma coisa eleitoral. A obra efetivamente começou em 2009. No final de 2010 nós estávamos entregando o Hospital. Todo mundo dizia que era impossível. Então, a engenharia, aplicação de recursos, determinação com a obra, então, o modal escolhido, o modelo de mobilidade escolhida para a cidade, ele será exatamente nesse critério. Disposição e vontade do governo do estado e do governo federal de aportarem recursos para realizar essa obra. É bom que todo mundo fique sabendo disso. E outra, metrô no Brasil inteiro e trens sempre foram administrados pelo estado ou pela União. Salvador foi a única cidade no Brasil que tomou a atitude completamente estapafúrdia, chegou lá e aceitou do governo federal receber os trens, por exemplo do subúrbio, que criou uma empresa para administrar. Isso foi um erro.
Tribuna – Mas esse foi um erro imposto pelo próprio governo federal.

Pinheiro –
Foi, mas por que Recife não aceitou, por que Belo Horizonte não aceitou? Essa mesma tentativa fizeram em Recife, em Belo Horizonte, eu acompanhei a criação do metrô de Belo Horizonte na Comissão de Orçamento (da Câmara). O pessoal brigou para não municipalizar e BH tem um orçamento que é mais do que o dobro do de Salvador. O orçamento de lá é de pouco mais de R$ 5 bilhões e o daqui é algo em torno de   R$ 2,5 bilhões. Então o que faltou foi isso. Alguém chegar e dizer ‘não, vou usar de pressão forte, mas vou usar’. O governo federal deveria ter tratado Salvador do mesmo jeito, não achar que poderíamos assumir. Assumimos achando que o governo federal ia passar recursos para fazer umas obras lá no subúrbio. Recuperou um pouco os trilhos ali e depois?
Tribuna – Pensando de forma metropolitana, ônibus ou trens?

Pinheiro –
Eu defendo hoje a adoção do sistema de trilhos. Eu já tenho ônibus na cidade. A gente tem um trem, em minha opinião, tem que continuar, melhorar e se estender. O trem suburbano deve fazer o trajeto de Alagoinhas até Salvador. Hoje a gente podia pensar nisso, pelo menos por etapa, até Camaçari e depois vai estendendo. Hoje o trem não chega na Calçada porque roubaram os trilhos de Paripe até Simões Filho. É importante que a gente reveja isso. O segundo ponto: eu não preciso tirar trilhos de Salvador, pelo contrário. Eu quero usar trilhos na Paralela, quem sabe, no futuro, de Pirajá até Simões Filho. Tirando a Rodoviária daquela região do Iguatemi, jogando mais lá para aquela região da BR. Então, você precisa entrar por Salvador, até para dar sentido a esses 12 quilômetros, nós só temos seis, podendo chegar em 12. Mesmo com 12, precisamos ter uma interligação com outro sistema de trilho, que pode ser metrô, pode ser VLT, que dê sentido. Metrô com 12 quilômetros não servirá. O importante é que eu faça, que eu aproveite essa oportunidade. Aí a gente entra no rol da Copa, que tem que ser uma janela de oportunidade. Esse é o debate que e importante a gente fazer.
Tribuna – Mas este debate não está atrasado, senador?

Pinheiro –
Está atrasado porque ficaram com a mentalidade de que se não botasse ônibus, não viabilizava.  Os ônibus continuarão sendo utilizados como corredores de alimentação. Não vamos tirar nenhum ônibus de circulação, pelo contrário. Pegue um engarrafamento ali na Paralela e veja: tem mais ônibus ou é carro? São duzentos mil veículos circulando por dia na Paralela. Na realidade, o que está faltando é isso, é a gente entender que não dá para botar mais ônibus e carros. A gente fica nessa timidez e não vai para o governo federal para dizer: Salvador precisa aproveitar a janela de oportunidades da Copa. A gente precisa trazer para a cidade uma solução definitiva e não só para até a Copa. Esse é o momento. Até porque, a Copa vai embora. Salvador, o seu povo, os turistas ficam.

Fonte: Osvaldo Lyra- TB (Colaboraram: Fernanda Chagas e Romulo Faro)

Souto sai. Aleluia assume DEM na Bahia


O ex-deputado federal José Carlos Aleluia assume hoje a presidência do Democratas na Bahia em substituição ao ex-governador Paulo Souto e traça como missão “reorganizar” o partido num balanço entre os resultado das eleições do ano passado e na expectativa do pleito municipal de 2012.
“As lideranças que se foram serão substituídas por pessoas que querem lutar por uma proposta diferente de governo, uma proposta onde o Estado deva ser servo da sociedade e não o contrário”, disse o democrata à Tribuna.
Aleluia afirma que o trabalho de fortalecimento do partido começa desde já e que o maior objetivo, agora, é reformular o DEM pelo interior do estado, sobretudo com sangue novo. Para tanto, o ex-parlamentar avalia que será necessário contar com quadros comprometidos e destaca a necessidade de união com as legendas que representam a oposição hoje na Bahia.
“Quero que fiquem no Democratas todos os que estão dispostos a fazer oposição de verdade. Vamos buscar o poder com um projeto alternativo, dialogando com os outros partidos sem isolamento”, afirmou.
O DEM, na verdade, já começou o processo de entendimento com as legendas opositoras. A articulação com PSDB, PMDB, PR, PPS e PRP está sendo construída e as conversas vêm acontecendo. Contudo, o novo líder democrata prefere não anunciar oficialmente a aliança, mas consentiu que o principal objetivo é lançar um nome forte para disputar a Prefeitura de Salvador em 2012.
Na última segunda-feira (28), os deputados federais ACM Neto e Antônio Imbassahy (presidente do PSDB na Bahia) se reuniram na Assembleia Legislativa com o líder da oposição na Casa, deputado Reinaldo Braga (PR), para discutir, justamente, a atuação da bancada, além da composição interpartidária.
José Carlos Aleluia disse ainda que vai lutar para que o DEM não continue a perder espaço, processo acelerado desde as últimas eleições, e ressalta que o partido vai estimular novas filiações. “Vamos buscar o novo, mas, é claro, não vamos desprezar algum político formado que queira entrar no partido. A prioridade são novas pessoas”.
O democrata enaltece a gestão de Paulo Souto à frente do partido e não esconde que o diretório estadual ainda tem projetos para o ex-governador. “Desejo que ele continue ao nosso lado. Paulo Souto é um dos grandes quadros da vida pública baiana e tem sua marca na história.
Espero que ele possa logo voltar a participar da política de forma ativa”, aclamou Aleluia. Nos bastidores, ventilam os rumores de que o DEM deverá lançar Souto candidato a deputado federal em 2014. A reunião do diretório baiano do Democratas acontece às 9h, na sede do partido, no Edifício TK Tower, 17º andar, na Avenida Tancredo Neves.(Romulo Faro-TB)

Aécio: O PT quer o país a serviço do Partido


O senador Aécio Neves (PSDB-MG) criticou fortemente, no sábado, a criação do Ministério da Micro e Pequena Empresa pela presidente Dilma Rousseff. Ele disse que a decisão mostra a diferença de “concepção” que PT e PSDB têm do Estado. “Hoje mesmo os jornais ilustram de forma clara aquilo que tenho dito permanentemente. O PT tem uma visão diferente da nossa.
Nós achamos que um partido político tem de estar a serviço de um país. O PT acha que o país tem de estar a serviço de um partido político”, afirmou. Ele chamou a criação da pasta de “escárnio com a população brasileira’’. “Essa notícia de que a presidente da República criará mais um ministério para acomodar um dirigente partidário que não foi eleito, não teve votos para o Senado da República, é um escárnio com a população brasileira.”
Ele afirmou que “as micro e pequenas empresas precisam de apoio, mas não de mais uma estrutura burocrática”. “Elas precisam, sim, é da extensão do Simples. Isso é muito mais eficaz do que criar uma burocracia com o objetivo claro e explícito de acomodar um suplente de senador, um dirigente partidário que ajudou na campanha. Isso é uma inversão da lógica. Nós não podemos continuar a ver o Brasil ser governado dessa forma.”
Ele se referia à possibilidade de o senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) assumir a nova pasta, abrindo espaço para que o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra.(TB)

quarta-feira, 30 de março de 2011

José Alencar, o nordestino

(Brasília-DF,30/03/2011) O ex-vice-presidente José Alencar ficou conhecido para o grande público como o homem afável, lutador que dignificou a política e mostrou caráter em horas decisivas da República mas existe mais coisas para contar.

José Alencar era mineiro mas é bom que se diga que foi o Nordeste, suas instituições e o DNA nordestinos do semi árido que foram decisivos para dar testa, cunha e densidade a este homem que agora( bem, já faz um bom tempo) todos têm em grande conta.

Alencar nasceu na tradicional Zona da Mata de Minas mas depois de ser varejista, comerciante de tudo, vendedor de tecidos, decidiu que tinha que tocar este assunto em toda a sua cadeia. Empreendedor escolheu o Norte de Minas, onde existe o DNA nordestino do semi árido para virar muita mais que um empreendor contumaz.

Foi com uma instituição nordestina como a Sudene, a conhecida Superintência de Desenvolvimento do Nordeste que ele e seu sócio de então, o deputado federal Luiz de Paula Ferreira, eleito por Montes Claros( MG), a capital do Norte de Minas - contaram para fundar a Companhia de Tecidos Norte de Minas, a famosa Coteminas. Hoje a Coteminas é uma das maiores fábricas de tecidos do Brasil e do Mundo. 

Ainda com os incentivos da Sudene, os dois sócios fundaram a Cotenor, também instalada em  Montes Claros, a Cotene, no rio Grande do Norte, a Wembley Palace Hotel, em Belo Horizonte, a Construtora Norte de Minas, Econorte, a Empresa de comércio e Participações, Ecopar, a Cebartex e a Fazenda Cantagalo, no município de Maria da Cruz, que dá nome a sua famosa cachaça. Ele depois instalou uma Coteminas na Paraíba.   O império começou em 1967, exatos 44 anos. Tudo começou com a vez da oportunidade, a cara do Nordeste.

Alencar foi muito elogiado pelos nordestinos em sua participação e negociações para o caso mais polêmico da onda de grandes obras para a região nos Anos Lula: a Transposição do São Francisco.

O homem que ficou famoso por não conspirar indo contra a tradição mineira sabia como ninguém o que era o oportunismo nordestino.(Política Real)

SP: Assembleia aprova projeto que dobra número de assessores

Os deputados estaduais em São Paulo aprovaram na terça-feira, por 92 votos a favor e dois contra, o projeto que dobra o número de assessores que podem ser contratados por seus gabinetes. A medida poderá ter um impacto de até R$ 11,2 milhões nos gastos da Assembleia Legislativa só com auxílio-alimentação e refeição, por exemplo, sem levar em conta as despesas com adicionais por férias e 13º. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.
O projeto foi aprovado na noite de ontem, em votação simbólica, ao lado de outras duas propostas, essas vinculadas ao chamado salário mínimo paulista. Só foram contrários à proposta os deputados Major Olímpio (PDT) e Carlos Giannazi (PSOL). A bancada petista - a maior da Casa - foi uma das principais articuladoras da aprovação da proposta. O projeto seguirá para a sanção do governador Geraldo Alckmin (PSDB). Há uma expectativa de que ele o ignore, para evitar desgastes políticos. (TERRA)

'Não levo desaforo para casa', diz Preta Gil sobre deputado

Ainda chocada com declarações consideradas racistas do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), a cantora Preta Gil disse ao Terra, durante evento em São Paulo, que decidiu processar o deputado porque "não leva desaforo para casa". O deputado respondeu a uma pergunta da cantora durante o programa CQC, da emissora de TV Bandeirantes, dando a entender que Preta Gil vive em um ambiente "promíscuo".
"Eu fiquei pensando (se processaria Bolsonaro), mas não sou mulher de levar desaforo para casa. E, além disso, essa não é uma causa só minha, é uma causa comum. Este é um momento de evolução e não retrocesso, e ele vai contra todas as evoluções dentro do cenário político", afirmou a cantora, na noite da última terça-feira, referindo-se às lutas contra a homofobia e o racismo.
A filha do ex-ministro da Cultura Gilberto Gil disse que ficou sabendo das declarações por meio do Twitter, ainda na noite de segunda-feira. "Eu não estava assistindo ao programa, estava fazendo algumas coisas de casa e entrei no Twitter para dar boa noite aos fãs. Daí, veio aquela avalanche de recados sobre isso. Dez minutos depois, já tinha um vídeo do Youtube, e eu vi que as declarações racistas só pioravam. Quando fiz a pergunta, esperava uma resposta coerente, mas já sabendo do histórico racista dele. Foi muito agressivo", disse.
Entenda o caso

Convidada para participar de um quadro do programa CQC, da Bandeirantes, Preta Gil perguntou ao deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) sobre o que ele faria se um filho dele namorasse uma mulher negra, ao que Bolsonaro respondeu: "Preta, não vou discutir promiscuidade com quem quer que seja. Eu não corro esse risco porque meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambiente promíscuo como lamentavelmente é o teu."
A declaração gerou comentários nas redes sociais e fez com que a cantora decidisse processar o deputado. "Está tudo nas mãos do meu advogado, que me ligou assim que soube do caso. Eu espero que a Justiça esteja do meu lado", completou Preta Gil. (Priscila Tieppo – Terra)